Após encontro com Trump, opositora venezuelana María Corina Machado reafirma ambição de governar seu país e entrega prêmio Nobel a ele
A oposicionista venezuelana María Corina Machado afirmou nesta sexta-feira (16) que se tornará presidente da Venezuela “quando o momento chegar”.
Machado, que venceu o Prêmio Nobel da Paz de 2025, foi impedida de concorrer às últimas eleições presidenciais de seu país, em 2024. Seu aliado Edmundo González participou em seu lugar do pleito, que contagens independentes indicaram ter sido vencido pela oposição.
Na entrevista, Corina disse ainda que o momento em que concedeu sua medalha do Prêmio Nobel da Paz a Trump foi “muito emotivo” e afirmou ter tomado a decisão “porque ele merecia o prêmio”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que foi presenteado com a medalha do Prêmio Nobel da Paz pela líder da oposição venezuelana. Os dois se encontraram na Casa Branca nesta quinta-feira (15). “Ela é uma mulher extraordinária, que passou por muita coisa. María me presenteou com o Prêmio Nobel da Paz dela pelo trabalho que realizei. Um gesto maravilhoso de respeito mútuo”, publicou Trump em uma rede social. Machado havia afirmado que ofereceu a Trump a medalha recebida no fim de 2025, em Oslo, como gesto de gratidão pela prisão de Nicolás Maduro.
O Instituto Nobel da Noruega declarou que o Prêmio Nobel da Paz não pode ser transferido, compartilhado ou revogado, conforme os estatutos da Fundação Nobel. “Uma vez anunciado, o Prêmio Nobel não pode ser revogado, compartilhado ou transferido para outros. A decisão é final e vale para sempre”, afirmaram o Comitê Nobel Norueguês e o Instituto Nobel Norueguês.
Machado, de 58 anos, foi reconhecida “por esforços persistentes em favor da restauração pacífica da democracia e dos direitos humanos na Venezuela”. O prêmio soma 11 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 6,2 milhões). Ela foi impedida de concorrer às eleições de 2024 por autoridades alinhadas a Maduro. Após a prisão e retirada de Maduro da Venezuela em janeiro, Trump afirmou que não entregaria o governo a Machado, considerando que ela não é respeitada no país. Mesmo assim, Machado agradeceu a Trump pela operação.
Atualmente, Trump afirma colaborar com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, elogiando-a como uma “pessoa incrível”.
Com informações do G1










