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13 de março de 2026

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Marajó ganha primeiro centro de aclimatação para peixes-boi

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A Ilha do Marajó, no Pará, agora conta com o primeiro recinto de aclimatação para peixes-boi de toda a costa do estado. Inaugurado no dia 3 de novembro, em Soure, o espaço – batizado de Recinto Omar – é um importante passo para a preservação desses animais ameaçados.

O novo centro, instalado e revitalizado na antiga Fábrica de Gelo do rio Paracauary, foi projetado para oferecer as condições ideais para que os peixes-boi se readapteem ao ambiente natural antes de serem devolvidos à vida selvagem. Atualmente, quase 60 animais estão em reabilitação no Pará, a maioria filhotes órfãos, e precisam passar por essa fase crucial.

“A inauguração do Recinto é a concretização de um sonho coletivo, construído com ciência, amor e o esforço conjunto de tantas mãos comprometidas com a conservação da nossa fauna amazônica”, comemorou Renata Emin, bióloga e presidente do Instituto Bicho D’água, responsável pela iniciativa.

O Recinto Omar possui uma área de 500 m² e conta com estrutura completa para o cuidado dos animais, incluindo ambulatório, áreas de higienização, nutrição, piscina, sala de monitoramento, alojamentos para veterinários e biólogos, além de espaços para estudos e um auditório.

O projeto, que integra o Projeto de Conservação de Peixes-boi do Estado do Pará, foi viabilizado por uma parceria entre diversas instituições, como Ibama, TGS, Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), Petronas e PRIO. A iniciativa faz parte das condicionantes do licenciamento ambiental federal do Ibama, relacionado às atividades de pesquisa da TGS na Margem Equatorial brasileira.

“Este projeto demonstra a maneira como a TGS apoia as comunidades e os parceiros locais onde quer que atue”, afirmou David Hajovsky, vice-presidente executivo global de multiclientes da TGS. “A inauguração deste espaço é particularmente significativa, visto que estamos trabalhando com espécies em risco de extinção, facilitando sua reabilitação e o repovoamento de uma área de grande relevância.”

Além do resgate e reabilitação dos animais, o projeto também visa gerar conhecimento científico, impulsionar a educação ambiental e capacitar as comunidades locais para a conservação dos peixes-boi. Ações de conscientização serão realizadas nas escolas da Ilha do Marajó, fortalecendo o vínculo entre a população e a fauna aquática.

“O objetivo é estimular o surgimento de uma nova geração de defensores ambientais”, destacou André Favaretto Barbosa, analista ambiental do Ibama. Luiz Paulo Abarelli, diretor da Divisão Técnica do Ibama no Pará, ressaltou que o projeto se alinha aos programas ambientais já desenvolvidos no estado, unindo esforços de diferentes esferas para a proteção da fauna e flora amazônicas.

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