A Estação Primeira de Mangueira encerrou a primeira noite de desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro com um tributo vibrante a Mestre Sacaca, ícone da cultura afro-amapaense. O enredo ‘Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra’ celebrou a ancestralidade, as ervas medicinais e os rituais do extremo Norte do Brasil.
O desfile da Mangueira destacou a sabedoria de Sacaca, suas garrafadas e as práticas afro-indígenas, com uma comissão de frente que homenageou os pretos velhos como guardiões dos saberes amazônicos. A escola também encenou a dança Turé, ritual sagrado de povos indígenas do Amapá, evocando a memória do mestre. A União dos Negros do Amapá (UNA), fundada por Sacaca, também foi homenageada.
Um dos pontos altos foi a fusão do samba com o batuque do Marabaixo, Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. Uma ala representou a dança que relembra a resistência dos povos escravizados, com marabaixeiras em trajes típicos e músicos do Amapá reforçando a bateria da Mangueira com caixas de Marabaixo. Entre eles, os netos de Sacaca, Arthur e Eloisa Sacaca.
A homenagem emocionou Madalena Sacaca, viúva do mestre, que desfilou em um dos carros alegóricos com a imagem sorridente do homenageado. “Muita alegria! Aqui estão meus netos, bisnetos, parentes e vizinhos. Ele sempre gostou de carnaval e iria gostar desta homenagem”, declarou. Cerca de 50 familiares de Sacaca viajaram ao Rio para acompanhar o desfile.

Este é o segundo ano em que o Amapá ganha destaque na Sapucaí, após a Beija-Flor de Nilópolis levar o enredo ‘Macapaba: Equinócio Solar, Viagens Fantásticas do Meio do Mundo’ em 2008. A Mangueira busca o 21º título do Grupo Especial com este enredo.
Com informações do Portal Amazônia.








