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20 de março de 2026

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Mãe deixa marido matar filhas em ‘sacrifício’ por nova gravidez

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Uma mulher de 31 anos permitiu que a filha, de 10, fosse assassinada pelo seu atual companheiro em uma espécie de “sacrifício” para que a gravidez dela desse certo. O caso aconteceu em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais.

O corpo de Ana Lívia foi encontrado nesta terça-feira (26). Estava enrolado na capa de um colchão, embaixo da cama, em um barracão no bairro Perobas. Os policiais logo descobriram que o imóvel havia sido alugado pela mãe e pelo padrasto da vítima, que fugiram do local.

De acordo com o depoimento do homem, entidades exigiram o “sacrifício” de Ana Lívia para que a gravidez da companheira, que estava no sexto mês de gestação, desse certo.

A polícia descobriu também que a outra filha da dona de casa, de apenas 4 anos, foi morta há seis meses, com a permissão da mãe, pelo mesmo motivo. O corpo da menina ainda não foi localizado.

“A equipe conseguiu, através de um papel, identificar o homem e o encontramos. Na primeira abordagem, ele demonstrou bastante nervosismo. Na delegacia, após contradições, inicialmente ele confessou a ocultação do corpo. Depois ele acabou admitindo que tinha matado a Ana. Ele alegou que recebe algumas entidades espirituais e que elas, como forma de penitência pela gravidez, haviam exigido, como forma de sacrifício, a morte da criança. Depois ele disse que foi uma explosão emocional. Mãe e filha teriam discutido, e a menina empurrou a mãe”, explicou o delegado Anderson Resende Kopke.

O corpo de Ana Lívia tinha sinais de espancamento, sangramento na região genital (em função das agressões), queimaduras de cigarro, traumatismo intracraniano e diversas fraturas.

Enquanto o padrasto da vítima prestava depoimento, a mulher recebia atendimento em um hospital de BH, por causa da gravidez.

Levada para a delegacia para depor, a mulher inicialmente se negou a cooperar. Em seguida, após permissão do marido, ela relatou o que havia acontecido, confirmado a discussão com a filha e o espancamento do qual a menina foi vítima. Enquanto a filha agonizava, a mãe foi esquentar o jantar para o companheiro.

MORTE DA FILHA CAÇULA

Ainda no depoimento, a mulher admitiu que a filha caçula, Stefany, também foi vítima do mesmo ritual religioso. O crime teria acontecido entre o final de fevereiro e o início de março, em Divinópolis, no centro-oeste de Minas.

“A mãe alegou que a Stefany teria sido espancada e morta pelo atual companheiro também respondendo à entidade espiritual. Nesse época, ela [a mulher] estava grávida, perdeu o feto, e a entidade teria exigido como penitência para uma nova gestação vitoriosa que a Stefany fosse eliminada”, detalhou o delegado.

Já com a menina morta, o casal se deslocou para a Região Metropolitana de BH, para se desfazer do corpo. Em seguida, foi passear em Porto Seguro, na Bahia, com Ana Lívia, que havia testemunhado a morte da irmã. O homem e a mulher chegaram a tirar fotos na praia.

“O homem é extremamente frio, sem arrependimento. Para a mãe ainda não caiu a ficha de que participou dessas torturas, desses maus-tratos. Ela não se dá conta de que o companheiro é um ser humano, e não uma entidade espiritual. Ela não queria a morte das filhas, mas ela aceita”,  finalizou Kopke.

Os dois irão responder por homicídio, tortura e ocultação de cadáver. (pleno news)

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