Maduro é preso em Caracas e levado aos EUA para julgamento. Brasil promete denunciar a ação americana na ONU
O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados pelo Exército dos EUA em uma operação realizada em Caracas no final de semana e transferidos para os Estados Unidos. Eles devem comparecer ao Tribunal Distrital Federal de Manhattan nesta segunda-feira (5).
A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, foi reconhecida pelas Forças Armadas venezuelanas como presidente interina do país, em meio à crise política e militar. A situação na Venezuela será discutida em reunião do Conselho de Segurança da ONU nesta segunda-feira (5).
Os Estados Unidos realizaram ataques a diferentes bairros de Caracas durante a madrugada de sábado (3). Marco Rubio, secretário de estado dos EUA, informou que Maduro foi preso para responder a acusações criminais que enfrenta no país. “Os EUA não vão governar a Venezuela, mas usarão bloqueio do petróleo para pressionar o país”, destacou Rubio em entrevistas a canais norte-americanos.
O Brasil anunciou que condenará a ação dos EUA durante a reunião do Conselho de Segurança da ONU. A posição brasileira indica uma discordância com a intervenção militar e a prisão do presidente venezuelano.
A captura de Maduro e sua esposa representa uma escalada significativa na crise venezuelana, que já é marcada por instabilidade política e econômica. A comunidade internacional acompanha de perto os desdobramentos e busca uma solução pacífica para o conflito.
A esposa de Maduro, Cilia Flores, também deve comparecer ao Tribunal Distrital Federal de Manhattan com o marido. A situação continua tensa e o futuro da Venezuela permanece incerto.
Com informações do G1









