Em discurso em Davos, Macron rebateu Trump e defendeu a autonomia europeia, criticando ‘imperialismos’ e defendendo o Estado de Direito
O presidente da França, Emmanuel Macron, discursou nesta terça-feira (20) no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, e criticou as investidas do ex-presidente Donald Trump, especialmente em relação à Groenlândia. Macron utilizou óculos escuros devido a uma “condição ocular”.
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Fazendo referência a Trump, Macron afirmou que “não é momento para imperialismos e colonialismos”. Ele ressaltou que a União Europeia não deve se curvar à “lei do mais forte” e que, embora seja “estarrecedor”, o bloco considera usar seu “instrumento anticoerção” contra os EUA, um aliado histórico da Europa.
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“Preferimos o respeito aos valentões. Preferimos a ciência às teorias da conspiração e preferimos o Estado de Direito à brutalidade”, declarou Macron. O presidente francês defendeu a atuação da Europa em frear as investidas de Trump, que frequentemente criticava a lentidão dos líderes europeus em responder a crises. “A Europa pode ser lenta, mas somos previsíveis e temos regras da lei, o que é uma vantagem nos dias atuais”, completou.
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Macron também defendeu a entrada de mais investimentos na Europa provenientes da China, rival econômica dos EUA. O governo Trump anteriormente tentava limitar a presença chinesa no Ocidente. O presidente francês ainda garantiu apoio europeu à Dinamarca, que tem sofrido pressões. “É o que se espera de um aliado”, afirmou.
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O uso de óculos escuros por Macron durante o discurso chamou a atenção. Na semana passada, ele explicou que os utiliza devido a uma “condição ocular completamente inofensiva”. “Por favor, perdoem a aparência desagradável do meu olho”, disse Macron durante um discurso para as Forças Armadas francesas. “É, claro, algo completamente inofensivo.” O jornal britânico “The Guardian” informou que Macron tem uma mancha no olho causada pela ruptura de uma veia devido a um derrame.
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Donald Trump divulgou uma mensagem de Macron nas redes sociais, questionando: ‘Não entendo o que você está fazendo em relação à Groenlândia’.
Com informações do G1










