Por Jose Sidney Andrade dos Santos
Luiz Inácio Lula da Silva não governa; ele reina. Não debate; ele decreta verdades absolutas. Não lidera; ele se auto-ungiu como o centro gravitacional do Brasil, onde toda realidade deve orbitar sua vontade. Essa convicção patológica de onisciência e superioridade não é carisma popular — é o sintoma clássico de uma megalomania profunda, entrelaçada a traços narcisistas graves e, em seus piores momentos, a uma frieza calculada que roça a estrutura psicopática.
O narcisista precisa de espelhos constantes: aplausos, bajulação, narrativas que o pintem como salvador infalível. Lula construiu sua imagem assim — o metalúrgico que “sabe mais que os economistas”, o líder que “entende o povo como ninguém”, o político que sobrevive a tudo porque “é amado”. Qualquer contestação é interpretada como traição ou perseguição. Críticas viram “golpe”, dados contrários viram “fake news”, instituições que o limitam viram “elitistas”. Essa incapacidade de tolerar o outro como igual revela o vazio interno: o ego inflado para encobrir a fragilidade.
A megalomania aparece na onipotência declarada. Lula promete controlar inflação, emprego, dólar, clima global, como se o Brasil fosse extensão de sua mente. Interferiu em estatais, indicou aliados sem pudor, prometeu mundos e fundos sem base técnica. “Eu sei o que é melhor”, repete — frase que ecoa em ditadores e messias frustrados. Como sociólogo, vejo o perigo: líderes assim desconstroem a democracia ao erodir a separação de poderes, transformando o Estado em instrumento pessoal.
Pior: traços psicopáticos surgem na manipulação sem remorso. Mentiras repetidas viram “verdades alternativas” (sobre condenações, biografia, alianças). Aliados são descartados quando inconvenientes; opositores, demonizados sem hesitação. A ausência de empatia genuína — só clientelismo e troca de favores — é marca de quem vê o outro como meio, não como fim.
Como psicanalista, interpreto o drama: origem humilde transformada em compensação patológica. A ascensão legítima virou delírio de grandeza: “Eu sou o Brasil”. Como filósofo, lembro Arendt: o totalitarismo começa quando um homem se coloca acima da lei e da pluralidade. Como escritor, afirmo: o Brasil já sofreu com messianismos — e eles sempre cobram caro em liberdade e racionalidade.
Lula não é vítima eterna de lawfare; é construtor de um culto à personalidade que sufoca o debate sério. O país precisa de humildade institucional, não de um deus de argila que se acha onipotente.
O povo merece governantes, não ídolos. Merece fatos, não ficção megalomaníaca.
Por Jose Sidney Andrade dos Santos
Filósofo, Sociólogo, Psicanalista, Escritor











