Acordo Mercosul-UE será formalizado sem a presença de Lula, que priorizou encontro com a presidente da Comissão Europeia
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não participará da assinatura oficial do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, que ocorre neste sábado (17) em Assunção, no Paraguai. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, representará o Brasil no evento.
A ausência de Lula contrasta com a presença de outros líderes do Mercosul, como os presidentes da Argentina, Uruguai, Bolívia e do Paraguai, país que atualmente preside o bloco e sedia a cerimônia. Além deles, estarão presentes a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa.
A decisão de Lula ocorre após um encontro com Ursula von der Leyen nesta sexta-feira (16) no Rio de Janeiro. A reunião é vista como uma estratégia para reforçar o papel do Brasil como principal negociador do acordo sob a perspectiva política. Líderes europeus buscaram o Palácio do Planalto para dar protagonismo ao presidente brasileiro na tentativa de consolidar a imagem do país como um garantidor do acordo.
Para a diplomacia brasileira, o encontro de sexta-feira teve um peso maior do que a assinatura formal. Fontes do g1 indicaram que Lula buscava uma “foto da vitória” com as maiores autoridades da UE. O governo paraguaio tentou elevar o encontro ao nível de chefes de Estado, mas o Itamaraty avaliou que a assinatura do acordo é de competência dos chanceleres, justificando a presença de Mauro Vieira.
Durante o encontro, Lula classificou a demora na conclusão do acordo como “25 anos de sofrimento e tentativa de acordo”. Ele ressaltou que o acordo vai além da economia, pois “União Europeia e o Mercosul compartilham valores como respeito à democracia, ao Estado de Direito e direitos humanos”. Ursula von der Leyen, por sua vez, descreveu o acordo como uma conquista de “uma geração inteira” e agradeceu a Lula por encabeçar as tratativas. “Agradeceu a Lula por encabeçar as tratativas”, declarou.
A estratégia de não comparecer à assinatura também visa evitar um encontro formal com o presidente argentino, Javier Milei, com quem Lula mantém uma relação protocolar e distante.
Com informações do G1










