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12 de fevereiro de 2026

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Lula invoca Lampião contra Trump: bravata nordestina ou o maior blefe desde que o cangaço acabou?

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Por José Sidney Andrade dos Santos
Olha só que cena de comédia pastelão geopolítico: o presidente da República, com sotaque de Garanhuns e DNA supostamente tingido de cangaço, resolve invocar Lampião para peitar Donald Trump. Não é piada de WhatsApp de tiozão do interior. É declaração oficial, gravada, repercutida no mundo inteiro. “Se o Trump conhecesse a sanguinidade de Lampião num presidente…”. Tradução simultânea: “Meu avô era bandido famoso, então cuidado com o que fala, loirinho de spray bronzeador”.
Primeiro, vamos ao fato histórico incontestável: Lampião morreu degolado em 1938. Lula nasceu em 1945. A menos que a família tenha um portal temporal na caatinga ou Lampião tenha deixado um testamento de sêmen criogênico guardado em Poço do Gato, a consanguinidade literal é impossível. O que temos aqui é consanguinidade de alma, de meme, de autoestima inflada. É o equivalente político de dizer “meu bisavô era o Zé Pelintra” pra impressionar a namorada no bar.
E aí vem a pergunta cruel: isso é coragem ou bravata de quem já levou muita porrada verbal e aprendeu a revidar com folclore?
Lampião de verdade enfrentava Exército, polícia, jagunços, seca e ainda achava tempo pra posar de chapéu de couro com moedas costuradas. Morreu com a cabeça na ponta de vara, exposta em praça pública como troféu. Trump, por sua vez, enfrenta processos, impeachment, atentado na orelha e continua postando em caps lock que vai prender todo mundo. Os dois têm em comum a capacidade de transformar desaforo em marca registrada.
Lula? Lula é o Lampião de PowerPoint. Ameaça com cangaço, mas agenda reunião bilateral pra março com café, biscoito de polvilho e foto de perfil sorridente pro G1. “Eu sou Lampião… mas também sou conciliador, meu filho”. É o clássico: fala grosso no palanque do Butantã, baixa a guarda na sala oval. Bravata de alta octanagem, coragem de baixa voltagem.

Resumo pra quem tem pressa:

• Coragem real: Lampião 10/10, Trump 8/10, Lula 4/10 (só porque sobreviveu a 347 escândalos e ainda sorri na foto).
• Bravata: Lula 11/10 (ultrapassou o limite da escala).
• Estilo brasileiro: 12/10. Ninguém no mundo ameaça gringo com cangaceiro morto e sai ileso de meme.
No fim das contas, o tal “desafio” não vai ser na caatinga com facão e rifle 44. Vai ser na sala de reuniões com tradutor, gravador e assessoria de imprensa dos dois lados. Lampião não comparece, mas o fantasma dele vai estar lá, rindo da cara dos dois enquanto eles discutem tarifas de 50% e posam pra foto.
E quando o Trump abrir a boca de novo, Lula já tem a resposta pronta no bolso: “Cuidado, Donald… meu primo Lampião tá de olho”.
Blefe? Sim. Genial? Também. Ridículo? Com certeza. Mas é nosso ridículo. E nisso, pelo menos, ninguém ganha do Brasil.
José Sidney Andrade dos Santos
Filósofo, Sociólogo, Escritor, Psicoanalista

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