Presidentes do Brasil e Colômbia expressam preocupação com a situação na Venezuela e criticam ação dos EUA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou nesta quinta-feira (8) com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, para discutir a situação na Venezuela, após uma ação dos Estados Unidos que resultou na retirada do mandatário venezuelano do poder.
De acordo com o governo brasileiro, Lula e Petro concordaram que a crise na Venezuela deve ser resolvida “exclusivamente por meios pacíficos, da negociação e do respeito à vontade do povo venezuelano”. Os dois líderes também manifestaram preocupação com a ação dos Estados Unidos, considerando-a “um precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regionais e para a ordem internacional”.
“Os dois mandatários manifestaram grande preocupação com o uso da força contra um país sul-americano, em violação ao direito internacional, à Carta das Nações Unidas e à soberania da Venezuela”, diz a nota divulgada pelo governo brasileiro. A conversa ocorreu em meio a tensões na região, com o presidente Trump tendo feito declarações sobre possíveis ações também na Colômbia, o que gerou reação do presidente Petro, que o chamou de “senil”.
O Palácio do Planalto informou que os presidentes também celebraram o anúncio da liberação de presos nacionais e estrangeiros na Venezuela. Brasil e Colômbia reafirmaram sua intenção de cooperar em prol da paz e da estabilidade no país vizinho, que acolhe um grande número de migrantes venezuelanos.
Além da discussão política, Lula informou a Petro que o Brasil está enviando 40 toneladas de insumos e medicamentos para a Venezuela, como parte de uma ajuda humanitária total de 300 toneladas. A assistência visa reabastecer estoques de produtos essenciais para diálise, afetados por bombardeios recentes. A reportagem está em atualização.
Em conversa anterior, o presidente colombiano também dialogou com o presidente dos EUA, Donald Trump. Segundo o norte-americano, eles falaram sobre a “situação das drogas” e sobre “as divergências que tiveram”.
Com informações do G1










