Lula e o primeiro-ministro do Canadá expressaram apoio a uma transição pacífica na Venezuela, após operação dos EUA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou nesta quinta-feira (8) com o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, sobre a situação na Venezuela. O contato foi anunciado pelo governo canadense.
Em comunicado, o gabinete de Carney informou que os dois líderes reafirmaram apoio a um processo de transição pacífico no país, que deve ocorrer de forma negociada e sob liderança dos próprios venezuelanos. “Os líderes enfatizaram a necessidade de todas as partes respeitarem o direito internacional e o princípio da soberania”, afirmou o governo canadense.
A Venezuela foi alvo de uma operação militar dos Estados Unidos no sábado (3), que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro. Segundo o governo venezuelano, a ação deixou 100 mortos, incluindo civis. A operação tem gerado forte reação internacional.
Mais cedo, o Itamaraty informou que Lula também conversou com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, sobre a crise venezuelana. Ambos concordaram que a resolução deve ser exclusivamente pacífica, com respeito à vontade do povo venezuelano. Lula e Petro criticaram a ação dos EUA, considerando-a “um precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regionais e para a ordem internacional”.
“Os dois mandatários manifestaram grande preocupação com o uso da força contra um país sul-americano, em violação ao direito internacional, à Carta das Nações Unidas e à soberania da Venezuela”, diz a nota do Itamaraty. Lula já havia divulgado uma nota condenando o ataque, afirmando que os bombardeios e a captura de Maduro representam uma afronta à soberania venezuelana e criam um “precedente perigoso” para a comunidade internacional.
O Brasil e outros 21 países condenaram a operação durante uma reunião do Conselho de Segurança da ONU, na segunda-feira (5). A situação na Venezuela continua sendo acompanhada de perto pelo governo brasileiro, que defende uma solução diplomática e pacífica para a crise.
Com informações do G1










