Em meio a tensões na Venezuela, Lula conversa com líderes e convida presidente mexicana para visita ao Brasil em maio
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, anunciou que foi convidada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para visitar o Brasil em maio. A informação foi divulgada durante uma entrevista coletiva nesta sexta-feira (9) em Acapulco, no México, segundo a Reuters.
O convite ocorre em um contexto de intensas discussões sobre a situação na Venezuela, após uma ação dos Estados Unidos que resultou na remoção do mandatário venezuelano do poder. Lula já havia mantido conversas com os líderes de Colômbia, Canadá e México sobre o tema.
Durante a conversa com Lula, Sheinbaum discutiu a possibilidade de cooperação para a construção da paz na Venezuela e expressou rejeição à ideia de “zonas de influência” por parte dos EUA na região. Segundo o Planalto, “os dois líderes rejeitaram qualquer visão que possa implicar na divisão ultrapassada do mundo em zonas de influência. Reiteraram, nesse contexto, a defesa do multilateralismo, do direito internacional e do livre-comércio”.
Lula e o presidente colombiano, Gustavo Petro, também manifestaram sua discordância com a ação do governo de Donald Trump contra Nicolás Maduro. “Concordaram que a situação na Venezuela deve ser resolvida exclusivamente por meios pacíficos, da negociação e do respeito à vontade do povo venezuelano”, informou o governo brasileiro. Ambos os presidentes consideram a ação dos EUA um “precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regionais e para a ordem internacional”.
Além da Colômbia e México, Lula também conversou com o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, sobre a Venezuela, reafirmando o apoio a um processo de transição pacífico e negociado, liderado pelos próprios venezuelanos. O governo brasileiro também anunciou o envio de 40 toneladas de insumos e medicamentos para a Venezuela, como parte de uma doação total de 300 toneladas destinadas a reabastecer estoques afetados por bombardeios.
Ainda sobre a Colômbia, Lula e Petro reafirmaram a intenção de cooperar em prol da paz e da estabilidade na Venezuela, destacando a importância de acolher os migrantes venezuelanos. A ligação entre os dois presidentes ocorreu após uma troca de declarações com o presidente dos EUA, Donald Trump, que chegou a sugerir uma ação também na Colômbia, o que gerou críticas de Petro, que o chamou de senil.
Com informações do G1










