Em aposta estratégica, governo Lula busca protagonismo na Venezuela, mirando em aproximação com EUA e estabilização do país
O governo Lula aposta que o Brasil será necessário nos planos de estabilização da Venezuela, que será essencial para que os Estados Unidos consigam atrair empresas petrolíferas para o país da América do Sul.
Assessores próximos do presidente brasileiro afirmaram ao blog que a estratégia do governo é manter uma boa relação de Lula com Trump, além de um contato próximo com o novo comando do regime venezuelano, para atuar de forma mais intensa para ajudar na estabilização do país. As mesmas fontes afirmam que a relação com Trump é tão importante que a visita de Lula aos EUA no primeiro semestre deste ano segue nos planos do Planalto, mesmo depois da ação do governo Trump no último sábado de retirar Nicolas Maduro do poder. O convite foi feito por Donald Trump na última conversa telefônica dos dois presidentes, no final do ano passado.
A estratégia corre em paralelo, mas também cria arestas, com o movimento da diplomacia brasileira de criticar o sequestro de Maduro como uma interferência inaceitável dos EUA na Venezuela.
Os assessores próximos do presidente Lula reconhecem que manter boas relações com Donald Trump faz sentido na estratégia eleitoral do governo Lula, já que o presidente dos EUA tem escolhido candidatos e tentando interferir em eleições na América Latina, o que poderá ocorrer em outubro, nas eleições brasileiras.
A aposta do governo Lula reside na percepção de que os Estados Unidos, buscando retomar a produção petrolífera venezuelana, precisarão de um parceiro regional confiável e com capacidade de diálogo com o regime de Nicolás Maduro. O Brasil, nesse cenário, se posiciona como um mediador fundamental.
Apesar da crítica à ação de Trump em relação a Maduro, considerada uma interferência, o governo brasileiro demonstra interesse em manter canais abertos com a administração americana. A visita de Lula aos EUA, mesmo após os eventos recentes, reforça essa estratégia de diálogo.
A estratégia do governo Lula equilibra a necessidade de manter boas relações com os EUA e a defesa da soberania latino-americana, buscando um papel de destaque na resolução da crise venezuelana.
Com informações do G1










