Novo ‘Conselho da Paz’ de Trump lança logotipo quase idêntico ao da ONU, mas com EUA no centro e tons dourados
O logotipo do “Conselho da Paz” de Donald Trump, lançado oficialmente nesta quinta-feira (22), chamou a atenção pela forte semelhança com o símbolo da Organização das Nações Unidas (ONU).
Assim como o símbolo da ONU, o logo do conselho de Trump apresenta um globo terrestre em um escudo, envolto por dois ramos de oliveira. No entanto, enquanto o logo da ONU destaca o globo de forma geral, o de Trump centraliza a América do Norte. A paleta de cores também difere: o da ONU é azul, enquanto o do presidente americano adota o tom dourado.
Essas semelhanças reforçam a percepção internacional de que a iniciativa de Trump pode ser uma tentativa de enfraquecer a ONU. O “Conselho da Paz” foi lançado em cerimônia no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, onde o presidente americano afirmou que o conselho terá aval “para fazer tudo o que quisermos”, não só em Gaza, e apresentou um plano de reconstrução da região, chamado de “Nova Gaza”.
Cerca de 30 dos 60 líderes mundiais que aceitaram participar do conselho estiveram presentes no lançamento, incluindo o presidente argentino, Javier Milei. O presidente Lula foi convidado para integrar o Conselho da Paz, mas ainda não respondeu ao convite. Nenhum grande aliado ocidental participou do evento.
Em seu discurso, Trump descreveu o momento como “um dia muito empolgante” e voltou a criticar a ONU. Um observador comentou: “É uma ‘Nações Unidas de Trump’ que ignora os princípios fundamentais da Carta da ONU”.
O rascunho do estatuto do Conselho de Paz critica veladamente as Nações Unidas, afirmando que “um organismo internacional de consolidação da paz mais ágil e eficaz” é necessário e que é preciso “coragem de abandonar abordagens e instituições que falharam com demasiada frequência”.
O lançamento do Conselho da Paz ocorre em um momento de tensões geopolíticas e questionamentos sobre a eficácia das instituições internacionais. A iniciativa de Trump representa uma alternativa à abordagem tradicional da ONU, com foco em ações mais rápidas e direcionadas.
Com informações do G1










