Em ‘Nas margens do Rio Amazonas’, Eber Bentes narra a luta entre desenvolvimento e respeito à natureza.
Desde a Revolução Industrial, o desenvolvimento tem sido priorizado, com cidades crescendo e padrões de qualidade de vida sendo definidos. No entanto, esse crescimento nem sempre alcança a todos, e a terra, fonte de vida, é frequentemente substituída por concreto.
O livro ‘Nas margens do Rio Amazonas’, de Eber Bentes, oferece uma perspectiva diferente. A obra, premiada, narra a história de um povoado ribeirinho que lida com o conflito entre o desenvolvimento e a preservação da conexão com a natureza e seus espíritos ancestrais.
Bentes retrata um ambiente familiar aos amazônidas, com costumes, falas e sensações que evocam um sentimento de pertencimento. A narrativa é contada a partir das experiências cotidianas dos moradores, que encontram na mística da floresta e do rio uma forma única de existência.
A obra alerta para o perigo do desenvolvimento desenfreado, que surge como uma força monstruosa capaz de engolir a fé, a terra e a identidade de um povo. A solução, segundo o autor, reside em resgatar o ‘re-envolvimento’ com a terra, valorizando a espiritualidade e o respeito à natureza, como fazem os povos tradicionais.
Assim como o barro xakriabá, a cerâmica pankará e o tecido kuna, a partilha de histórias é um ato de preservação da memória e da identidade, capaz de resistir ao avanço do desenvolvimento e garantir a sobrevivência de um modo de vida conectado à terra.

Com informações do Portal Amazônia.















