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24 de fevereiro de 2026

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Lanterna solar reduz mordidas de morcego e risco de raiva na Amazônia

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Uma estratégia simples e acessível está transformando a prevenção da raiva em comunidades ribeirinhas da Amazônia. Pesquisadores do Instituto Mamirauá demonstraram que o uso de lanternas solares durante a noite reduz significativamente o número de mordidas de morcegos-vampiros, principais transmissores da doença para humanos e animais.

O estudo, realizado entre 2023 e 2024 na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã e na Floresta Nacional de Tefé, envolveu entrevistas com 224 moradores sobre ocorrências de mordidas. Os resultados indicaram que 19% dos entrevistados haviam sido mordidos nos últimos seis meses, mas esse número caiu para apenas 3% após a distribuição e uso das lanternas solares.

A pesquisa também constatou que a adesão ao método é crucial: quem usou a lanterna todas as noites e durante todo o período noturno apresentou menor incidência de mordidas. A coleta de amostras de morcegos na região confirmou que nenhum dos animais testados estava infectado com o vírus da raiva.

Método desenvolvido no Amazonas é capaz de reduzir mordidas de morcegos e amenizar risco de raiva
Imagem: Reprodução/Instituto Mamirauá

“Nossos resultados evidenciam como garantir o acesso à educação e à energia, direitos básicos, pode se traduzir em uma forma de promoção da saúde e prevenção de doenças em comunidades ribeirinhas da Amazônia”, afirma Isadora Lobato, pesquisadora responsável pelo estudo. A equipe do Instituto Mamirauá elaborou uma cartilha informativa sobre o tema, que será distribuída nas comunidades locais.

Além do uso de lanternas, os pesquisadores recomendam o uso de mosquiteiros, o fechamento de portas e janelas ao anoitecer e a vacinação de animais de criação. A iniciativa, que contou com a doação de lanternas pela Schneider Electric, demonstra o potencial de soluções simples e sustentáveis para proteger a saúde da população amazônica.

O projeto também beneficiou parteiras tradicionais, que receberam as lanternas para auxiliar nos trabalhos de parto em áreas remotas. O Instituto Mamirauá continua a investir em pesquisas e tecnologias sociais para a conservação da biodiversidade e o desenvolvimento sustentável da Amazônia.

Com informações do Portal Amazônia.

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