O Brasil deu um passo importante para se inserir no mercado global de lançamentos espaciais com a decolagem do foguete HANBIT-Nano, da empresa sul-coreana Innospace, em 22 de dezembro de 2025, a partir do Centro Espacial de Alcântara (CLA), no Maranhão. Apesar da missão ter sido interrompida após 30 segundos devido a uma falha no veículo espacial, o evento é considerado um marco histórico para o país.
A Força Aérea Brasileira (FAB) e a Innospace informaram que o foguete apresentou desempenho estável nos primeiros segundos de voo. No entanto, durante a passagem por uma camada de nuvens, a comunicação com o veículo foi perdida, levando à sua separação em partes e queda dentro da área de segurança designada. O sistema de terminação de voo (FTS) foi ativado conforme o planejado, detonando o foguete.
Apesar do incidente, a Innospace enfatizou que a operação foi bem-sucedida e demonstrou confiança para futuras missões no Brasil. A Agência Espacial Brasileira (AEB) também destacou a maturidade operacional do CLA e sua relevância estratégica no cenário espacial global.

As causas da falha serão investigadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) da FAB e pela Innospace. A AEB ressalta que eventos como este fazem parte do processo de desenvolvimento tecnológico e são fundamentais para o aprendizado e a evolução dos sistemas. O CLA, localizado no litoral maranhense, é considerado um local estratégico para lançamentos devido à sua proximidade com a linha do Equador.
A Operação Spaceward, coordenada pela FAB e AEB, selecionou a Innospace por meio de um edital em 2020 para realizar lançamentos a partir de Alcântara. A missão previa o envio de cargas de empresas e instituições de pesquisa do Brasil e da Índia.

“Pedimos sinceras desculpas aos nossos clientes que nos confiaram suas missões, apesar de este ser nosso primeiro lançamento comercial, pois não conseguimos atender totalmente às expectativas deles devido ao encerramento antecipado da missão”, declarou Soojong Kim, fundadora e CEO da Innospace. A empresa planeja reavaliar lançamentos futuros no CLA após a conclusão da investigação.

Com informações do Portal Amazônia.












