Presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, causa polêmica ao escolher defensores do ditador Pinochet para cargos-chave
O presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, escolheu dois advogados que defenderam o ditador Augusto Pinochet para os ministérios da Defesa e dos Direitos Humanos. Os 23 nomes restantes foram anunciados nesta terça-feira (20).
Segundo o jornal El País, Fernando Barros Tocornal, futuro ministro da Defesa, e Fernando Rabat, nomeado para a pasta da Justiça e Direitos Humanos, atuaram na defesa de Pinochet durante sua prisão em Londres, entre outubro de 1998 e março de 2000.
As nomeações geraram forte reação de organizações de familiares de detidos desaparecidos e de executados políticos da ditadura militar chilena. O período sob o comando de Pinochet, de 1973 a 1990, resultou em mais de 3.200 mortos ou desaparecidos, além de dezenas de milhares de pessoas torturadas ou presas.
A plataforma de campanha de Kast inclui medidas econômicas como regras trabalhistas mais flexíveis, corte de impostos para empresas e menor regulação. Em relação à segurança pública, o presidente eleito prometeu endurecer o combate ao crime, que tem aumentado no Chile, historicamente um dos países mais seguros da América Latina.
Durante a campanha, Kast visitou e manifestou o desejo de seguir o modelo das prisões construídas pelo governo de Nayib Bukele em El Salvador. Adicionalmente, propôs a detenção e expulsão de cerca de 340 mil imigrantes sem documentos, com a criação de uma polícia similar ao Serviço de Imigração e Controle Alfandegário (ICE) dos Estados Unidos.
Kast afirmou que os imigrantes ilegais teriam 92 dias – prazo até a sua posse – para deixar o país voluntariamente. “Após esses 92 dias, qualquer um que solicite qualquer serviço público – saúde, educação, transporte, envio de dinheiro para o exterior, contrato, ou para vender qualquer coisa – vai ser registrado e convidado a sair”, declarou.
Com informações do G1










