Cantora detalha recuperação após saída conturbada do BBB 21
Durante uma entrevista ao podcast “G1 Ouviu” nesta quinta-feira, 4 de julho, Karol Conká relembrou os momentos difíceis que enfrentou após sua saída polêmica do BBB 21. A cantora abriu o coração sobre suas atitudes no programa e o doloroso processo de recuperação.
Reação ao cancelamento
“Tinha uma criança bastante ferida ali. Eu nunca tinha feito terapia, só comecei depois do cancelamento e consegui dar a volta por cima em pouco tempo. Fiquei dois meses sem entrar nas redes sociais, falando apenas com amigos e recebendo muito amor e carinho, porque eu já não tinha por mim, né?”, relembrou.
No fundo do poço
“A depressão te deixa num estado em que nada importa. Tinha gente que falava, ‘você tem uma carreira, você tem filho, você tem amigos. Por que você ainda está triste?’. Porque o remorso corrói por dentro. Fiquei muito triste de ter chateado muita gente com as minhas atitudes”, confessou Karol.
A dor do erro
“É muito ruim quando você erra, não consegue controlar aquele momento, voltar atrás e agir de uma forma melhor. Então, eu entendi que o que ia me definir não era o meu erro, mas como eu ia lidar com ele. Eu fui aprendendo esse processo de como lidar com isso. É tão doloroso, é tão triste”, avaliou.
Ego, o pior inimigo
“Percebi que só estava doendo porque eu estava deixando o ego falar mais alto. Daí eu falava, mas por que eu não posso errar? Por que eu não posso ser uma pessoa que não está fazendo direito? Está tudo bem não ser perfeita. Esse processo todo foi muito legal. Me trouxe mais leveza. A leveza que tenho hoje é sensacional. Nem estou mais medicada”, finalizou.
Covardia dos ataques virtuais
Karol também discutiu a postura dos haters: “Eu amo a internet. O que estraga a internet são as pessoas que não sabem usá-la. Na época dos ataques, era tanta coisa absurda que você fala, isso aqui não deve ser real. Esses ataques são tão graves, mas estão só nas redes. Eu nunca fui atacada na rua. As pessoas são tão covardes que não fazem isso ao vivo. Elas se escondem atrás de um perfil e falam tudo aquilo que não gostariam de ouvir, sem saber que do outro lado tem um ser humano”.
Não vale a pena provocar
Consciente dos riscos dos ataques virtuais, Karol alertou: “Aprendi a não provocar essa galera. Isso vale para todo mundo. Não cutucar o vespeiro, sabe? É perigoso demais”.
Fama de fanfiqueira
Questionada sobre sua fama de ser “fanfiqueira”, ela negou, mas confessou gostar desse tipo de “ficção de fã”: “Não sou, mas eu amo… Acho tão engraçado. Eu conto as coisas e eles [os fãs] ficam, ‘é fic dela’. No BBB, eu falava umas coisas que eu via e o público aqui fora não via. Tinha coisa que realmente não estava acontecendo e eu viajava. Estar dentro de uma casa, sem acesso a nada, é óbvio que vou fanficar na minha cabeça”.










