O sábado foi de cidadania na zona sul de Porto Velho, com mais uma operação da Justiça Rápida Itinerante. Na Escola Municipal Vicente Rondon foram realizadas 172 audiências, a maioria de retificação ou segunda via de documentos (62). Foi o caso de José Martins de Costa, aposentado, que conseguiu uma nova certidão, documento que lhe custaria 70 reais no cartório. “Economizei um dinheirinho. Aqui funciona”, enfatizou. “O nome já não é rápido”, brincou ao comentar a agilidade.
Outros atendimentos bastante procurados foram os divórcios (17) e casamentos (19). Francisca Maciel e Aucélio Alves, depois de 40 anos de convivência decidiram oficializar a união. Mas antes tiveram de fazer o divórcio de Francisca do primeiro companheiro. “Tinha feito só o desquite. Deveria finalizar, mas acabei deixando pra depois. Agora vou casar com o meu príncipe”, contou Francisca. “A gente precisou se conhecer primeiro, 40 anos foi pouco tempo”, brincou o agora marido.
“Esse deslocamento até as escolas facilita com para a população, que não precisa ir até o fórum, se deslocar, sair do trabalho. Isso garante celeridade, efetividade, já resolve tudo sem que a pessoa precise se deslocar da sua região”, ressaltou a juíza Míria Souza, que coordenou a operação.
Como é de praxe a Justiça Rápida Itinerante conta com a parceria do Ministério Público e da Defensoria pública. “Estamos aqui para garantir o ordenamento jurídico, emitindo os devidos pareceres nas demandas, nessa ação que é a concretização do acesso à Justiça e a eficiência do Judiciário, opinou o promotor Luciano Aquino Rodrigues.
“A intenção é que, de modo célere, a demanda seja atendida como um todo, mas quando não é possível, aproveitamos o contato prévio, para orientar sobre locais e documentos necessários para um atendimento futuro”, explicou o defensor Leandro Mainardes, defensor púbico
Mais Parceiros
A operação contou com serviços de parceiros como o Detran, que ofereceu carteira de habilitação e jogos educativos para as crianças. Também com a Semusa, que levou aferição de pressão, glicemia, testes rápidos, encaminhamentos e consultas com clínico geral.
Ivone Nascimento aproveitou para passar com o médico e para atualizar as receitas dos medicamentos contínuos e buscar um encaminhamento para ortopedista, pois ainda sofre a sequela de um acidente há 22 anos. “Sinto muitas dores, agora conseguir, sem precisar faltar ao trabalho”, comemorou.
Outro parceiro, que pela primeira vez participou da operação, foi a Energisa, que ofereceu oportunidade de negociações para contas de luz. Roseane Leocádio veio para ser testemunha deu reconhecimento de união estável, mas aproveitou para passar no estande da concessionária para fazer uma consulta. “A conta subiu demais, de 300 para 600 reais”, contou
Também participaram da JRI estudantes de várias faculdades de direito, que puderam experienciar, alguns pela primeira vez o atendimento ao jurisdicionado.
Viviane Simões, estudante de direito da Unir, tarticipou pela terceira vez da operação. “Enriquece muito, pois muitas vezes somos colocados para ajudar a fazer os processos, abrir as iniciais. Vamos aprendendo a fazer os pedidos, acompanhar, pegar as assinaturas. Também já vivenciamos as conciliações, como conversar com as partes”, refletiu.
Assessoria de Comunicação Institucional
Fonte: TJRO [link original]















