TRT-14 aumenta indenização para os pais de um adolescente que morreu em uma explosão de caminhão tanque em Vilhena, Rondônia
A Justiça do Trabalho da 14ª Região aumentou o valor da indenização que as empresas envolvidas devem pagar aos pais de um adolescente de 16 anos que morreu em uma explosão de caminhão tanque em Vilhena (RO), em novembro de 2024. Cada um dos pais receberá R$ 200 mil, totalizando R$ 400 mil.
O acidente ocorreu enquanto o adolescente e um amigo realizavam a limpeza e manutenção de tanques em uma oficina. O serviço envolvia materiais inflamáveis e equipamentos perigosos. Durante o procedimento, uma explosão atingiu os dois jovens. O nome da empresa envolvida não foi divulgado devido ao sigilo do processo.
A decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região (TRT-14) manteve a condenação imposta em primeira instância. Além de reconhecer o vínculo empregatício, o Tribunal aplicou a “teoria da cegueira deliberada”, que responsabiliza as empresas que ignoram riscos e irregularidades em busca de lucro. As empresas foram consideradas solidariamente responsáveis pelo ocorrido.
O TRT-14 aumentou a indenização por danos morais, justificando que o valor busca compensar a perda irreparável e servir como um alerta para que as empresas adotem medidas de segurança mais rigorosas e evitem práticas ilegais que coloquem jovens em risco. Segundo o órgão, a explosão demonstra uma falha grave na segurança do trabalho.
No momento do acidente, o adolescente que sobreviveu relatou que estava realizando a limpeza do tanque quando a explosão ocorreu. Ele foi socorrido com queimaduras por todo o corpo e internado em estado grave no Hospital Regional Adamastor Teixeira de Oliveira. A outra vítima, infelizmente, já estava morta quando a equipe de socorro chegou ao local, tendo o corpo despedaçado pela força da explosão, conforme relatos de testemunhas.
O Corpo de Bombeiros foi acionado para atender a ocorrência. A explosão gerou grande comoção na comunidade local, levantando questionamentos sobre as condições de segurança em oficinas e empresas que lidam com materiais inflamáveis.
Com informações do G1










