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25 de janeiro de 2026

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Justiça dos EUA impede fim do status legal de 8,4 mil imigrantes

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Decisão judicial nos EUA suspende medida de Trump que afetaria milhares de imigrantes da América Latina

Uma juíza federal bloqueou a iniciativa do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que previa encerrar o status legal de mais de 8.400 familiares de cidadãos americanos e de portadores de green card oriundos de sete países da América Latina.

A juíza distrital Indira Talwani, de Boston, emitiu uma liminar preliminar na noite de sábado (24) que impede o Departamento de Segurança Interna de encerrar a entrada condicional humanitária concedida a milhares de pessoas de Cuba, Haiti, Colômbia, Equador, El Salvador, Guatemala e Honduras. Esses imigrantes foram autorizados a se mudar para os EUA por meio de programas de reunificação familiar criados ou modernizados pelo governo do presidente Joe Biden.

Desde que Trump voltou à presidência, o governo ampliou a fiscalização migratória e destinou US$ 170 bilhões às agências de imigração até setembro de 2029, o maior orçamento já registrado para a área. Os programas de reunificação familiar permitem que cidadãos norte-americanos e residentes permanentes legais (portadores de green card) patrocinem familiares em sete países, permitindo que eles residam nos EUA enquanto aguardam a liberação dos vistos de imigração.

Em 12 de dezembro, o Departamento de Segurança Interna anunciou o encerramento dos programas, alegando que eles não estavam alinhados às prioridades de fiscalização migratória do governo Trump e teriam sido usados de forma indevida para permitir que “estrangeiros mal examinados contornassem o processo tradicional de concessão de liberdade condicional”. A rescisão estava originalmente programada para entrar em vigor em 14 de janeiro, mas foi bloqueada por Talwani por 14 dias enquanto ela considerava a liminar de longo prazo.

Talwani argumentou que o departamento, sob a liderança da secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, não apresentou fundamentos para as alegações de fraude nem avaliou as condições de retorno dos afetados a seus países de origem, onde muitos venderam suas casas ou deixaram seus empregos. “A secretária não poderia fornecer uma explicação fundamentada da mudança de política da agência sem reconhecer esses interesses”, escreveu Talwani, que foi nomeada pelo presidente Barack Obama. “Dessa forma, o fato de não ter feito isso foi arbitrário e caprichoso.”

O departamento não respondeu a um pedido de comentário. A decisão foi tomada em uma ação coletiva movida por defensores dos direitos dos imigrantes que contestam a reversão mais ampla da entrada condicional temporária concedida pelo governo a centenas de milhares de imigrantes. Especialistas avaliam que, ao atacar a América Latina em temas como drogas e imigração, Trump fortalece sua base eleitoral.

Com informações do G1

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