Operação Limítrofe da Polícia Federal mira grupo que falsificava documentos para legalizar madeira extraída ilegalmente de território indígena
A Polícia Federal (PF) desencadeou uma ação contra um grupo acusado de forjar documentos para legalizar madeira extraída de forma ilegal da Terra Indígena Kaxarari, localizada em Rondônia. A operação, batizada de Limítrofe, resultou no bloqueio de mais de R$ 51 milhões em bens do grupo e na execução de 12 mandados de busca e apreensão em diversos municípios.
A investigação teve início após uma denúncia anônima feita em 2019, que apontou a exploração ilegal de madeira na Terra Indígena Kaxarari, inclusive com a conivência de lideranças indígenas locais. Durante as investigações, a PF descobriu que o grupo falsificava autorizações de extração de madeira, beneficiando pessoas físicas e jurídicas.
Os documentos falsificados indicavam locais de onde a madeira supostamente era retirada, mas a perícia da PF não encontrou indícios de extração nesses locais. Na verdade, a madeira era retirada de um local proibido: a Terra Indígena Kaxarari.









