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27 de janeiro de 2026

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Jovens de até 24 anos veem 7 vezes menos TV aberta do que idosos

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Plataformas de streaming e redes sociais são as preferidas

Estudo de uma empresa de análise de mercado nos Estados Unidos revela que, em 2023, os adultos passarão mais tempo assistindo a vídeos online do que à televisão. Isso se deve ao fato de que plataformas como YouTube, Netflix e Tik Tok estão tomando o lugar da TV aberta.

De acordo com o brasileiro Lucas Moreira de Queiros, essa é uma tendência mundial. “Hoje em dia, praticamente não assisto mais televisão aberta. Sempre que pego o controle remoto, coloco em algum canal de streaming e acabo vendo algum filme ou maratonando alguma série.”

Gabriela Borges, coordenadora do Observatório da Qualidade no Audiovisual e professora da Universidade do Algarve, confirma essa tendência. “Os dados apontados pela pesquisa nos Estados Unidos não me surpreendem, porque mostram uma certa tendência mundial no crescimento do consumo, principalmente de imagens ou de vídeos – de produção audiovisual de um modo geral”.

Ela cita outra pesquisa recente, realizada em 2022 pela Ofcom, a agência reguladora britânica. O levantamento mostra que jovens entre 16 e 24 anos assistem quase sete vezes menos televisão do que pessoas com 65 anos ou mais, passando menos de uma hora em frente à TV.

“Eu acho que esse dado também é importante, porque os jovens já não assistem televisão, mas migram e assistem conteúdo audiovisual nas plataformas de streaming ou em vídeos de redes sociais”.

Gabriela Borges cita ainda um levantamento da empresa Comscore, que mostra que 96% dos brasileiros consomem conteúdos jornalísticos em dispositivos móveis. Por isso, ela defende políticas públicas que promovam a educação midiática.

“[Os dados] também evidenciam a necessidade do Brasil começar a pensar em políticas públicas que promovam, de certo modo, a educação midiática, porque diferentemente do que é exibido na televisão, que tem um crivo jornalístico – principalmente se a gente pensa na questão das notícias -, nas redes sociais, a produção de informação é feita de forma desordenada, isto é, qualquer um pode produzir conteúdos. Mas mais alarmante do que qualquer um produzir conteúdos é o fato de que existem cada vez mais canais de desinformação”.

Na opinião de Gabriela Borges, a tendência é para um consumo cada vez maior de conteúdos audiovisuais nas redes sociais nos próximos anos.

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