A estudante mineira Júlia Bonitese, de 13 anos, foi convidada para participar da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que acontecerá em Belém (PA) em novembro. Sua participação no painel “Diálogo Intergeracional de Alto Nível sobre Crianças e Clima” marca um momento histórico, dando voz à juventude brasileira em um debate global crucial.
Júlia é fundadora do projeto “Pequenos Protetores do Planeta”, com o qual atua como ativista ambiental desde os 8 anos, defendendo os direitos de crianças e adolescentes na agenda climática. Ela também é Embaixadora da Justiça Climática pela Plant-for-the-Planet Brasil, consultora da Child Rights Connect (organização ligada à ONU) e membro da Rede Primeira Infância de Minas Gerais.
Um projeto que inspira
O projeto de Júlia vai além da teoria. Ela promove ações práticas de educação ambiental, como palestras, plantios e campanhas de conscientização. Além disso, conduz o programa “Papo Natural” no YouTube, onde entrevista especialistas sobre temas importantes como preservação, sustentabilidade e participação cidadã. A jovem também participa ativamente de fóruns e câmaras legislativas, defendendo o direito de voz das crianças.
Em Belo Horizonte, Júlia contribuiu para a elaboração e apresentação da “Declaração das Juventudes de Belo Horizonte pelo Clima” na Câmara Municipal. Em Brasília, participou de debates no evento nacional “Crianças e Jovens Rumo à COP30”.
Reconhecida por sua atuação, Júlia já recebeu prêmios nacionais e internacionais, incluindo o Prêmio Hugo Werneck de Sustentabilidade – o primeiro concedido a uma criança – e o título de Embaixadora Regional da América Latina e Caribe pela Plant-for-the-Planet Global. Em 2024, representou o Brasil no ICLEI World Congress, onde discursou diante de líderes políticos de todo o mundo.
O que Júlia levará para a COP30
Na COP30, Júlia apresentará uma mensagem focada na importância da educação ambiental, na redução das desigualdades e na necessidade de responsabilidade compartilhada entre governos, empresas e cidadãos. Ela quer destacar o protagonismo de crianças e jovens como agentes de mudança, e não apenas como vítimas da crise climática.
“Meu sonho é que as decisões sobre o clima também considerem a voz das crianças. Somos nós que viveremos as consequências do que está sendo decidido agora”, afirma Júlia.
A jovem ativista acredita que a escola tem um papel fundamental na formação de cidadãos conscientes e engajados. Para ela, a educação ambiental é essencial para transformar conhecimento em ação e inspirar a próxima geração a proteger o planeta.
Apesar dos reconhecimentos, Júlia ressalta que o projeto precisa ser ampliado para alcançar mais crianças e jovens em todo o país. Ela espera que, ao compartilhar conhecimento, seja possível inspirar mais pessoas a se tornarem parte da solução para os problemas climáticos.
“É preciso conhecer para desejar proteger — esse é o lema do meu projeto. E por isso eu desejo chegar a mais e mais crianças e jovens a cada dia, para que eles tenham a chance de conhecer os problemas climáticos e se identificarem como solução. Juntos somos força!”, conclui.










