João Fukunaga renunciou à presidência da Previ (Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil), o maior fundo de pensão do país. A informação foi divulgada pela instituição nesta sexta-feira, 17 de maio de 2024.
Márcio Chiumento, atual diretor de participações, assumirá o cargo. Segundo a Previ, Fukunaga foi convidado para ocupar a diretoria de relações governamentais e ASG (Ambiental, Social e Governança) da EloPar, holding criada em 2015 pelo Banco do Brasil e Bradesco com o objetivo de impulsionar empresas do grupo, como a Alelo, bandeira de cartão de benefícios.
Fukunaga estava à frente da Previ desde março de 2023. Chiumento é funcionário de carreira do Banco do Brasil desde 2000 e possui, conforme a Previ, um “perfil técnico”. Ele é formado em Direito e possui MBA em Negócios Financeiros pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Gestão e legado
Atualmente, Chiumento também integra o conselho de administração da Neoenergia e é vice-presidente do conselho de administração da Tupy. A Previ destacou que, durante a gestão de Fukunaga, houve um impulso na modernização da entidade, com destaque para a gestão do Plano 1 e a “aceleração da estratégia de imunização do passivo”.
Entre 2023 e 2025, a alocação em renda variável foi reduzida de 32% para 18%, com aproximadamente R$ 30 bilhões desinvestidos e realocados em renda fixa. A Previ afirmou que essa mudança “reforçou a liquidez, garantiu aderência às obrigações do plano e superou uma meta de redução de alocação em renda variável prevista para 2030”.
Em vídeo de despedida, Fukunaga informou que, desde 2024, a Previ realizou desinvestimentos em mais de 50 empresas, incluindo a antiga BRF (atualmente MBRF) e a Neoenergia, e reforçou a carteira de títulos públicos em mais de R$ 19 bilhões.









