A jararaca é a serpente mais comum e responsável pela maioria dos acidentes ofídicos no Brasil. Pertencente à família Viperidae, assim como cascavéis e surucucus, ela se destaca pela abundância e pela alta taxa de ocorrências, sendo responsável por cerca de 70% dos casos.
A incidência de acidentes com jararacas aumenta significativamente durante a estação chuvosa na Amazônia, especialmente entre janeiro, fevereiro e março. Em Rondônia, podem ser registrados até três acidentes por dia nesse período. No Brasil, estima-se que ocorram mais de 70 acidentes diários envolvendo essa serpente.
A picada de jararaca causa dor intensa, hemorragia, equimoses (manchas roxas na pele) e pode levar a complicações graves. Em caso de acidente, é fundamental procurar atendimento médico imediato e, se possível, fotografar a serpente para auxiliar na identificação e no tratamento com o soro antiofídico adequado.
Para se proteger, ao entrar em áreas de mata, utilize botas, perneiras, calças compridas e camisas de manga longa. Evite colocar as mãos em buracos, sob troncos ou em entulhos, e redobre a atenção durante a noite, período de maior atividade das jararacas. Lembre-se: a jararaca é importante para o ecossistema, controlando a população de roedores e servindo de alimento para outras espécies. Não a mate, mas mantenha distância e registre sua presença.

Em caso de encontro com a serpente, não tente manuseá-la. Fotografe-a com segurança e siga em frente, prestando atenção ao seu redor. A prevenção é a melhor forma de evitar acidentes.
Com informações do Portal Amazônia.












