O prefeito Eduardo Japonês (PV) através de sua assessoria enviou à câmara de vereadores um pedido para abertura de crédito adicional especial de exatos R$ 368.210, 22. O valor, que está nas contas do município por superávit financeiro, será devolvido ao Governo Federal porque o prefeito de Vilhena não construiu e equipou a Central de Regulação das Urgências do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192).
A justificativa que a assessoria de Japonês apresentou acerca do assunto foi de que os prazos para execução da obra estavam vencidos antes de o mandatário assumir o cargo. A assessoria do prefeito creditou a culpa aos prefeitos Zé Rover (PP), Rosani Donadon (MDB) e ao aliado Adilson Oliveira (PSDB) por não terem executado a obra, e por isso coube ao prefeito a devolução do recurso por revogação da portaria que regulamentava o projeto.
Servidores da Secretaria Municipal de Saúde (Semus) explicaram à equipe de reportagem, no entanto, que no caso em tela o recurso deverá ser devolvido por falta de habilidade do prefeito Eduardo Japonês em garantir a dilação dos prazos da portaria. Um funcionário da pasta relembrou que, à época, o então titular da pasta, Marco Aurério Vasques havia conseguido renegociar os prazos junto ao SAMU e também no Corpo de Bombeiros, o que garantia o andamento do projeto. “Mas aquela equipe saiu da prefeitura em abril de 2019. De lá pra cá o projeto caiu no esquecimento”, destacou o servidor que pediu sigilo da fonte por medo de represálias.
A matéria será apreciada na casa de leis em caráter de urgência na noite desta terça-feira, 18. Fonte: Gazeta Amazônica










