Uma planta nativa da Amazônia, o jambu, tem chamado a atenção por seus efeitos peculiares e potencial afrodisíaco, transformando-se em um negócio lucrativo. A reportagem do Globo Repórter, exibida nesta sexta-feira (24), visitou Mocajuba, no Pará, onde o jambu é um dos produtos mais populares.
O jambu é um ingrediente essencial do tacacá, prato típico da região amazônica. Sua característica mais marcante é a sensação de dormência que provoca nos lábios. “Ele deixa os lábios trêmulos. Quem consome, morde, dá essa sensação de dormência nos lábios”, explica Odailson Baleiro, feirante local.
Além do efeito sensorial, o jambu é alvo de crenças populares sobre suas propriedades afrodisíacas. “Dizem que as pessoas consomem para ter mais virilidade. Mas ainda não experimentei com esse fim (risos)”, comenta Odailson.
Pesquisa científica e empreendedorismo
As propriedades do jambu despertaram o interesse da química Tatiana Sinimbu, que investigou a planta durante seu mestrado na Universidade Federal do Pará. “O que eu descobri de mais legal foi essa questão sexual: prolonga o prazer”, revela a pesquisadora.
Incentivada pelas descobertas, Tatiana Sinimbu tornou-se empreendedora, criando o “Tremidão”, um produto inicialmente desenvolvido para drinks. Surpreendentemente, o efeito afrodisíaco se mostrou ainda mais potente. “Funcionou dez vezes melhor para o sexo”, afirma, em tom divertido. “Ele não é um remédio. É uma experiência.”
A reportagem do Globo Repórter acompanhou uma degustação de produtos derivados do jambu, incluindo um licor que provoca a dormência característica, uma conserva com sabor semelhante a “alcaparra da Amazônia”, ideal para risotos e saladas, um spray para drinks e uma cachaça. A repórter Lilia experimentou os produtos e relatou a sensação de dormência que se espalha pelo corpo, acompanhada de um leve tremor.
Com planos de expansão, Tatiana Sinimbu busca levar o jambu para além da Amazônia. “Agora as pessoas vão entender que o jambu é da Amazônia e vai sair daqui para o mundo”, declara a empreendedora.
Com informações do G1









