Informação é com a gente!

27 de janeiro de 2026

Informação é com a gente!

27 de janeiro de 2026

Já é hora de varrer da vida pública os canalhas conhecidos e os aspirantes à canalhice

peixe-post-madeirao
peixe-post-madeirao

Últimas notícias

12/01/2026
Edital de convocação: ASSOCIAÇÃO BENEFICIENTE QUEIROZ ALMEIDA
02/01/2026
Pedido de renovação de licença de operação e outorga
02/01/2026
Pedido de renovação de licença de operação e outorga
12/12/2025
Publicação legal: Edital de convocação
12/12/2025
Publicação legal: Termo de adjudicação e homologação
02/12/2025
Asprocinco: Comunicado de recebimento de recurso e publicação
02/12/2025
Asprocinco: Comunicado de recebimento de recurso e publicação
08/10/2025
Aviso de licitação: Pregão eletrônico – licitação n. 90011/2025 – menor preço global
02/10/2025
Publicação legal: Termo de Homologação – Pregào 9009/2025
01/10/2025
Termo de Anulação – Processo Administrativo nº: 72868/2024

O apoio de Valter Araújo à vice-prefeita Magna dos Anjos Queiroz: um sinal alarmante para a política e o segmento evangélico em Porto Velho

 

O apoio do ex-deputado estadual e ex-presidiário Valter Araújo (cassado e com histórico de condenações criminais graves) à vice-prefeita de Porto Velho, Magna dos Anjos Queiroz (eleita na chapa de Léo Moraes para o mandato 2025-2028), gerou forte repercussão negativa e expôs fragilidades profundas na política local.

Valter Araújo, ex-presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO), carrega um passado marcado por condenações por corrupção ativa (propina de R$ 60 mil para influenciar votação), improbidade administrativa (desvio de recursos públicos via empresas fantasmas em contratos hospitalares), falsidade ideológica e até período como foragido (2011-2013), ligado à Operação Termópilas da PF. Cassado e com direitos políticos suspensos por anos, ele representa o arquétipo do político condenado por crimes contra a administração pública.

Em setembro de 2025, circulou informação de que uma reunião envolvendo Valter Araújo teria gerado tensões ou até um suposto “racha” na relação entre o prefeito Léo Moraes (Podemos) e a vice-prefeita Magna dos Anjos (também Podemos), levando a relação ao limite, conforme reportagens locais.

Esse episódio diz muito sobre ambos:

• Sobre Valter Araújo, demonstra que, mesmo após condenações e cassação, ele mantém influência nos bastidores da política rondoniense, especialmente em Porto Velho. Isso revela a persistência de velhas práticas e a capacidade de figuras condenadas interferirem em decisões públicas, o que é extremamente preocupante para a integridade da gestão.

• Sobre a vice-prefeita Magna dos Anjos, que defendeu publicamente a “desburocratização” das igrejas em debates eleitorais de 2024 (reconhecendo o papel social de entidades evangélicas e católicas), o episódio levanta sérias questões sobre critérios de alianças e proximidade com personagens controversos. Associar-se (mesmo indiretamente) a alguém com esse histórico compromete a imagem de renovação prometida na chapa e alimenta desconfiança.

Não é sem motivo que os evangélicos, cada vez mais, caem em descrédito diante da população brasileira — e em Rondônia o fenômeno se repete. Escândalos recorrentes minam a credibilidade de quem se apresenta como guardião da moral e da ética. Basta observar o caso da CPMI do INSS (instalada em 2025), onde a senadora Damares Alves revelou indícios de que “grandes igrejas” e “grandes pastores” estariam envolvidos em fraudes contra aposentados e pensionistas — direcionamento para descontos indevidos e empréstimos consignados fraudulentos. Após pressão do pastor Silas Malafaia, Damares divulgou lista de instituições e líderes citados em requerimentos, incluindo igrejas como Adoração Church, Assembleia de Deus Ministério do Renovo, Ministério Deus é Fiel Church e Igreja Evangélica Campo de Anatote, além de nomes como André Valadão, César Bellucci do Nascimento e outros. Embora muitos neguem ou contestem, o episódio expõe como templos podem ser instrumentalizados em engrenagens criminosas, gerando revolta generalizada.

Em Rondônia, casos locais — como pastores suspeitos de furtos em cooperativas de crédito em Porto Velho — somam-se a esse cenário. A associação de figuras políticas condenadas por corrupção com nomes próximos ao meio evangélico reforça a percepção de instrumentalização da fé para fins eleitorais e pessoais.

Nesse contexto, o episódio com a vice-prefeita Magna dos Anjos é emblemático: Valter Araújo continuaria atuando nos bastidores apesar de seu histórico, mostrando a crônica persistência de práticas condenáveis. Já a vice, ao se envolver (mesmo indiretamente) com alguém desse calibre, estaria comprometendo sua credibilidade e alimentando a narrativa de que a renovação poderia ser mera retórica.

Já é hora de varrer da vida pública os canalhas conhecidos e os aspirantes a eles — como no caso da vice de Léo Moraes, que precisa se distanciar urgentemente de associações tóxicas para não ser engolida pelo mesmo descrédito que atinge parte do segmento evangélico. A população de Porto Velho e de Rondônia merece gestores que priorizem transparência, ética e compromisso real com o bem público, sem conivência com condenados ou suspeitos de corrupção. Enquanto essas aproximações persistirem, a confiança continuará erodida — e o descrédito, infelizmente, só aumentará.

Autor: Pr. Jose Sidney Andrade dos Santos  

Filósofo/Sociólogo

Página inicial / Opinião / Já é hora de varrer da vida pública os canalhas conhecidos e os aspirantes à canalhice