Pela primeira vez na história, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) abrirá vagas exclusivas para indígenas e quilombolas no concurso público de admissão à carreira diplomática. O edital, divulgado pelo Instituto Rio Branco, oferece um total de 60 vagas, com salário inicial de R$ 22.558.
O concurso representa a primeira seleção para a carreira diplomática sob a nova lei de cotas, sancionada em 2023. Do total de vagas, 39 são para ampla concorrência, três para pessoas com deficiência (PCD), 15 para pessoas negras (pretas e pardas), duas para indígenas e uma para quilombolas.
As inscrições podem ser feitas entre 4 e 25 de fevereiro, através da página do Cebraspe, com taxa de R$ 229 e possibilidade de isenção para candidatos inscritos no Cadastro Único (CadÚnico). O edital detalha os critérios para identificação de candidatos indígenas e quilombolas, seguindo as definições constitucionais e internacionais.
A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, celebrou a iniciativa como a concretização de um “sonho coletivo”, assegurando a inserção dos povos indígenas nos espaços de decisão e valorizando seus conhecimentos. O governo federal tem dado passos importantes para “aldear o Estado”, levando a voz das comunidades tradicionais para dentro e fora do país.
O concurso também oferece a possibilidade de concorrer a bolsas de estudo para candidatos indígenas e negros, visando prepará-los para a concorrida seleção do Itamaraty. A iniciativa é vista como um avanço significativo nas políticas de ações afirmativas no serviço público brasileiro.

Com informações do Portal Amazônia.










