Israel ordena a retirada forçada de dezenas de famílias palestinas no sul da Faixa de Gaza, em meio à tensão do cessar-fogo
As forças israelenses ordenaram que dezenas de famílias palestinas no sul da Faixa de Gaza deixem suas casas, na primeira retirada forçada desde o cessar-fogo de outubro. Moradores e o Hamas relataram que os militares estão expandindo a área sob seu controle.
Em Bani Suhaila, a leste de Khan Younis, moradores informaram que folhetos foram distribuídos na segunda-feira (20) para famílias que vivem em acampamentos de barracas no bairro de Al-Reqeb. Os folhetos continham a seguinte mensagem: “Mensagem urgente. A área está sob controle das Forças de Israel(IDF, na sigla em inglês). Vocês devem sair imediatamente”, escrita em árabe, hebraico e inglês.
Israel já utilizou panfletos no início do conflito para alertar sobre áreas que seriam invadidas ou bombardeadas, levando a deslocamentos de famílias. Esta é a primeira vez que esses avisos são emitidos desde a implementação do cessar-fogo. Até o momento, os militares israelenses não se pronunciaram sobre o assunto.
O cessar-fogo, que não avançou para além de sua primeira fase, resultou na suspensão dos principais combates, na retirada parcial das forças israelenses de Gaza e na libertação de reféns pelo Hamas em troca de detidos e prisioneiros palestinos. Israel e o Hamas continuam a se acusar de violações do acordo e permanecem distantes em relação às próximas etapas.
Mahmoud, um morador de Bani Suhaila que preferiu não revelar o sobrenome de sua família, informou que a ordem de retirada afeta pelo menos 70 famílias que residem em barracas e casas, algumas delas parcialmente danificadas.
Praticamente toda a população de Gaza, estimada em mais de 2 milhões de pessoas, vive em abrigos improvisados e edifícios danificados, em um cenário de retomada da vida sob a administração do Hamas. A situação humanitária na região permanece crítica.
Coluna de fumaça sobe no céu da Faixa de Gaza após novos ataques israelenses em 29 de outubro de 2025. REUTERS/Ammar Awad
Com informações do G1










