Protestos no Irã deixam mais de 5 mil mortos, segundo ONG. EUA ameaçam Teerã com sanções e reforço militar
Mais de 5 mil pessoas morreram durante os recentes protestos no Irã, a maioria civis mortos pelas forças de segurança do país, segundo a ONG Human Rights Activists News Agency (HRANA), com sede nos Estados Unidos.
Em meio à escalada de tensões, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã nesta quinta-feira (22). Durante entrevista a bordo do Air Force One, o republicano afirmou que uma grande força está a caminho do Oriente Médio para monitorar o país “bem de perto”.
“Temos muitos navios indo naquela direção, só por precaução. Temos uma grande flotilha seguindo para lá. Vamos ver o que acontece”, disse. “Prefiro que nada aconteça, mas estamos observando o país muito de perto.” Trump pode estar se referindo ao deslocamento do porta-aviões Abraham Lincoln e de navios de escolta, que deixaram o Mar do Sul da China na semana passada com destino ao Oriente Médio.
O presidente também confirmou a intenção de taxar todos os países que mantiverem negócios com o Irã. Segundo ele, uma tarifa de 25% entrará em vigor “muito em breve”. Essa medida pode impactar o Brasil, que em 2025 importou US$ 84,5 milhões do Irã (ureia, pistache e uvas secas) e exportou US$ 2,9 bilhões (milho, soja e açúcar).
As novas ameaças ocorrem após Trump reduzir o tom contra o Irã, sugerindo anteriormente que poderia intervir no país devido à repressão aos protestos. Em 13 de janeiro, afirmou que adotaria “medidas duras” caso o regime executasse manifestantes, mas recuou após pressão interna e de aliados, incluindo Israel, conforme noticiado pelo The New York Times.
O governo iraniano já alertou que atacará alvos americanos no Oriente Médio em caso de ataque. Diante disso, EUA e países aliados pediram a seus cidadãos que deixassem o Irã e esvaziaram parcialmente bases militares na região. Em meio à escalada, as manifestações no Irã perderam força. O regime admitiu mais de 3 mil mortes, mas organizações de direitos humanos indicam um número maior de vítimas.
A situação permanece tensa, com o futuro do Irã incerto em meio aos protestos e às ameaças externas.
Com informações do G1










