Irã alerta que atacará bases dos EUA e Israel em caso de agressão, em meio a protestos que já deixaram mais de 100 mortos
O Irã alertou neste domingo (11) que retaliará contra Israel e bases militares dos Estados Unidos na região caso seja alvo de um ataque americano. Segundo o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, esses locais seriam considerados “alvos legítimos” nesse cenário.
A declaração ocorre em meio a uma onda de protestos contra o regime do aiatolá Ali Khamenei no Irã que já deixou ao menos 116 mortos, segundo dados do grupo de direitos humanos HRANA divulgados pela agência Reuters. O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou apoio aos manifestantes e disse que os norte-americanos estão “prontos para ajudar”.
Um dia antes, Trump afirmou que os EUA poderiam intervir na crise se o regime iraniano matasse manifestantes pacíficos. O regime iraniano, por sua vez, afirma estar “em plena guerra” e que alguns “incidentes” foram “orquestrados no exterior”, acusando os Estados Unidos de incitar os protestos. Os EUA chamaram as acusações de “delirantes”, afirmando que refletem uma tentativa de desviar a atenção dos desafios internos do regime.
Desde o início dos protestos generalizados contra o aiatolá Khamenei, no final de 2025, o movimento se intensificou. Khamenei declarou que seu governo “não vai recuar” e chamou os manifestantes de “vândalos” e “sabotadores”. A repressão do governo aumentou neste sábado, segundo a agência AFP.
O Irã não enfrentava um movimento dessa magnitude desde os protestos de 2022, após a morte de Mahsa Amini. As manifestações ocorrem em um momento de fragilidade do país, após a guerra com Israel e os golpes sofridos por alguns de seus aliados regionais. Em setembro, a Organização das Nações Unidas (ONU) restabeleceu sanções ligadas ao programa nuclear iraniano.
A situação é acompanhada de perto pela comunidade internacional, com receios de uma escalada do conflito. A retórica agressiva de ambos os lados aumenta a tensão na região, já abalada por instabilidade e conflitos.
Com informações do G1










