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17 de fevereiro de 2026

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Ipês da Amazônia: a beleza que anuncia a estação seca

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Entre julho e setembro, a paisagem da Amazônia se transforma com as cores vibrantes dos ipês. As flores roxas, amarelas, rosas e brancas tingem ruas, praças, margens de rios e florestas, mostrando um espetáculo da natureza fundamental para a biodiversidade local.

Apesar de efêmera, a floração dos ipês dura em média 15 dias, tempo suficiente para atrair abelhas, beija-flores e borboletas, essenciais para a polinização e a regeneração das matas. Como explica a doutora em ciências agrárias Joze Melisa, em vídeo da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), os ipês são árvores nativas do Brasil, encontradas na Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica.

“Os ipês do Cerrado têm características particulares, como porte menor, copa menos densa e folhas com pelos”, detalha a professora.

Flor símbolo do Brasil

Conhecido por suas flores exuberantes, o ipê é a flor nacional do Brasil. Ele pertence à família Bignoniaceae e engloba diversas espécies dos gêneros Handroanthus e Tabebuia. A origem do nome vem do tupi e significa ‘árvore cascuda’, em referência à textura do tronco.

Espécies encontradas na Amazônia

Na região Amazônica, a espécie mais comum é a Tabebuia aurea, que pode atingir de 12 a 20 metros de altura e floresce entre julho e setembro, período de menor incidência de chuvas. No entanto, a floração é influenciada pelas variações climáticas: se a seca chegar mais cedo, as flores aparecem antes; se as chuvas se prolongarem, a floração se atrasa.

A sequência de floração também varia: o ipê-roxo é o primeiro a florescer, seguido pelo amarelo, rosa e, por último, o branco. Após os 15 dias de floração, a árvore perde as folhas e entra no período de frutificação. Cada espécie tem características marcantes, como o ipê-roxo, com flores mais escuras, e o ipê-rosa, com flores delicadas.

Essa perda de folhas, embora natural no auge do calor, pode ser um desafio para a arborização urbana. “O ipê melhora a biodiversidade, mas não oferece tanto conforto térmico, pois perde as folhas na época mais quente. Por isso, não recomendamos plantar vias apenas com ipês, combinando com árvores de copa mais densa”, explica a professora.

O florescimento dos ipês é importante para o ecossistema, atraindo polinizadores e servindo de abrigo e alimento para a fauna.

Reprodução dos ipês

Os ipês se reproduzem facilmente, pois suas sementes, chamadas ‘aladas’, possuem uma estrutura membranosa que permite que o vento as transporte a longas distâncias, evitando a competição entre árvores da mesma espécie.

O ipê na gastronomia

Além da beleza e importância ecológica, os ipês, principalmente os de flores amarelas, são considerados Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) com potencial culinário. As flores podem ser consumidas cruas, cozidas, refogadas ou empanadas, combinadas com legumes como batata e abóbora. No entanto, o uso culinário ainda é pouco explorado e requer estudos, sendo recomendado colher as flores diretamente das árvores ou aproveitar as que caem em locais limpos.

Importância ecológica e conservação

Na Amazônia, a floração dos ipês marca a transição para a estação seca. Com a crescente urbanização e as mudanças climáticas, a preservação dos ipês e de outras árvores nativas é fundamental, pois elas embelezam a paisagem e desempenham funções ecológicas importantes.

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