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23 de março de 2026

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Intoxicação por mercúrio na Amazônia: subnotificação preocupa

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Uma pesquisa recente revelou uma preocupante subnotificação de casos de intoxicação por mercúrio na Amazônia. A análise de dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) entre 2007 e 2022 indicou apenas 668 registros em todo o país, um número considerado baixo diante da realidade da região e das emissões de mercúrio no Brasil.

O principal problema reside na ausência de uma categoria específica para intoxicação por mercúrio no Sinan. Os casos são registrados como “intoxicação exógena”, englobando diversas substâncias, o que dificulta a identificação e o monitoramento da contaminação por mercúrio. As pesquisadoras Amanda Lopes Araújo e Maria Elena Crespo López, autoras do estudo, precisaram realizar uma busca ativa por palavras-chave relacionadas ao mercúrio nas fichas existentes.

A contaminação ocorre principalmente através do consumo de peixes contaminados, especialmente por populações ribeirinhas e indígenas. No garimpo ilegal, o mercúrio é lançado nos rios e se transforma em metilmercúrio, uma forma altamente tóxica que se acumula na cadeia alimentar. Estudos recentes da Fiocruz e do ISA confirmam altos níveis de contaminação em comunidades da Terra Indígena Yanomami e no rio Tapajós.

Para Amanda Araújo, a subnotificação é um problema generalizado, que envolve desde a falta de conhecimento dos profissionais de saúde sobre os efeitos do mercúrio até a ausência de um sistema de monitoramento eficiente. A pesquisadora defende a criação de uma ficha específica para intoxicação por mercúrio, a capacitação de profissionais de saúde e a implementação de políticas públicas que envolvam as comunidades locais na tomada de decisões.

estudo detecta mercurio em peixes
Estudo da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), por exemplo, estudou a relação de peixes com o mercúrio. Foto: Gustavo Rodrigues/UEA

A falta de dados precisos sobre a contaminação por mercúrio impacta diretamente a alocação de recursos para o combate ao problema na região. “Se eu não estou notificando os casos, é como se eu não tivesse esse problema aqui”, alerta Amanda, ressaltando a urgência de uma ação coordenada para proteger a saúde das populações amazônicas.

Com informações do Portal Amazônia.

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