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17 de fevereiro de 2026

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Insetos em âmbar revelam floresta tropical ancestral no Equador

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Uma descoberta fascinante no Equador está ajudando cientistas a entender como era a floresta tropical há mais de 100 milhões de anos. Fósseis incrivelmente preservados de insetos, como mosquitos, moscas, besouros e até uma teia de aranha, foram encontrados em âmbar.

A região onde os fósseis foram achados, na província de Napo, era uma floresta densa e úmida, com árvores altas e rios que desaguavam em um lago. Os insetos, que viviam junto com dinossauros e outros répteis da época, ficaram presos na resina de araucárias – árvores semelhantes às pinheiras atuais – que, curiosamente, tinham uma resina menos resistente que as de hoje.

“Essa resina agia como uma armadilha, protegendo os insetos da decomposição e preservando-os em três dimensões, como se estivessem vivos”, explica o paleontólogo espanhol Xavier Delclòs, da Universidade de Barcelona. A pesquisa, publicada na revista Communications Earth & Environment, descreve as espécies de artrópodes encontradas no âmbar e é a primeira desse tipo na América do Sul.

A quantidade de material encontrado é surpreendente. Segundo o geoquímico Ricardo Pereira, da Universidade Federal de Pernambuco, o volume de âmbar encontrado na pedreira Genoveva é muito maior do que o estudado em outros depósitos brasileiros. Os cientistas identificaram um total de 21 insetos e 68 tipos de pólen, o que permitiu reconstruir um pouco do ambiente da época.

A análise do pólen revelou que a floresta era bastante úmida, com muitas samambaias e outras plantas que precisam de bastante água para se reproduzir. A presença de angiospermas – plantas com flores – também chama a atenção, já que elas estavam se tornando cada vez mais comuns no Cretáceo.

“É como se estivéssemos olhando para os indícios do que mais tarde seria a floresta amazônica”, comenta o paleontólogo Marcelo Carvalho, do Museu Nacional da UFRJ, que ajudou a identificar os pólens. A descoberta oferece novas pistas sobre a evolução da floresta amazônica e a diversidade de vida que existia na região há milhões de anos. Os mosquitos, por exemplo, podem ter se alimentado de dinossauros, e a teia de aranha indica a presença de predadores de insetos voadores.

A preservação dos fósseis foi possível graças à composição química da resina, que contém átomos de carbono e hidrogênio que ajudam a proteger os organismos. A luz síncrotron, uma ferramenta poderosa, foi utilizada para examinar a anatomia dos insetos em detalhes, mesmo em amostras de âmbar mais escuro.

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