A inovação tecnológica está ganhando espaço no agronegócio de Roraima, buscando otimizar atividades e reduzir riscos para os trabalhadores. Um exemplo é a colheita do açaí, tradicionalmente manual, que agora conta com novas oportunidades através de soluções inovadoras.
De acordo com Reginaldo Rhubi, coordenador de inovação da Secretaria de Agricultura, Desenvolvimento e Inovação (Seadi), as políticas públicas do governo estadual têm colaborado para a modernização do setor. “Nos últimos anos houve, na gestão do governador Denarium, uma mudança estratégica na política de gestão do desenvolvimento, fazendo com isso uma reestruturação e dentro desse aspecto nós tivemos duas mudanças significativas do que diz respeito à inovação. Uma delas é a criação da Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento e Inovação, fazendo com que o Governo do Estado tenha uma política oficial e efetiva sobre ciência, tecnologia e inovação, e também com a criação da Fundação de Amparo à Pesquisa (FAPERR), que são instituições que têm fins complementares dentro do processo de inovação.”
A FAPERR, através de editais, incentiva projetos inovadores, incluindo aqueles voltados para o agro. O Hub Seadi de Innovation, presente na Expoferr, promove a discussão e agregação de projetos de tecnologia para o setor. O edital Agro Inventores, lançado na última Expoferr, premiou soluções criadas pelos próprios produtores rurais.
Um exemplo concreto é o Climbot, um robô desenvolvido pela Agranus para mecanizar a colheita do açaí em áreas de floresta nativa. O equipamento elimina a necessidade de subir em palmeiras altas, reduzindo riscos e aumentando a produtividade. “O objetivo principal do projeto é substituir ou reduzir drasticamente o risco da colheita manual, promovendo maior segurança ao trabalhador, aumento da produtividade, padronização do processo e melhoria das condições de trabalho no extrativismo do açaí”, explica Carlos Coutinho, CEO da Agranus.
O Climbot, que está em fase de testes, incorpora avanços em engenharia mecânica e inteligência artificial. Além da Agranus, outras startups em Roraima desenvolvem soluções para o setor ambiental, focando na recuperação de áreas degradadas.
A inovação no campo demonstra que é possível conciliar tecnologia, sustentabilidade e impacto social positivo.



Com informações do Portal Amazônia.











