Uma iniciativa inovadora está capacitando a comunidade indígena Paiter Suruí, em Cacoal (RO), na produção de chocolate a partir do cacau nativo da região.
O projeto implantou uma biofábrica-escola dentro da Terra Indígena Sete de Setembro, onde os indígenas aprendem todas as etapas do processo, desde o manejo do cacau até a produção e embalagem do chocolate. A iniciativa combina o conhecimento tradicional da floresta com técnicas modernas de processamento.
Durante quatro semanas, os participantes são treinados em fermentação, secagem, torrefação, moagem, temperagem e embalagem. O mestre chocolatier Cesar de Mendes, responsável pelo treinamento, enfatiza a importância da seleção cuidadosa dos frutos na colheita. ‘Da colheita é feita uma seleção dos frutos que a gente chama, que são aptos para fazer cacau fino, chocolate fino. Depois dessa seleção é feita a quebra, depois da quebra vem a fermentação, na fermentação vem a secagem e depois, então, ele vem para cá para a fábrica’, explicou.
Os equipamentos da biofábrica foram desenvolvidos especificamente para atender às necessidades da produção local, visando a sustentabilidade e a valorização dos recursos naturais da Amazônia.












