Roubo no Louvre: imagens mostram criminosos serrando e quebrando vidros para furtar joias históricas da França
Câmeras de segurança registraram o momento do roubo no Museu do Louvre, em Paris, divulgadas neste domingo (18). As gravações mostram um homem serrando a estrutura de proteção e, em seguida, golpeando o vidro em uma tentativa de arrombamento. As imagens evidenciam a violência da ação e o método utilizado pelos criminosos. (Veja o vídeo acima)
As imagens inéditas foram divulgadas pela TF1, principal emissora de televisão da França, e rapidamente se espalharam nas redes sociais, como o X (antigo Twitter). O crime, ocorrido em outubro de 2025, chocou a França e ganhou repercussão internacional.
O Louvre, museu mais visitado do mundo, abriga mais de 33 mil obras, incluindo antiguidades, esculturas e pinturas, com destaque para a Mona Lisa, de Leonardo da Vinci. A área do roubo fica a cerca de 250 metros do famoso quadro. As joias históricas da monarquia francesa foram o alvo dos criminosos.
A invasão ocorreu por volta das 9h30, cerca de 30 minutos após a abertura do museu. Os criminosos estacionaram um caminhão próximo e usaram uma escada mecânica para acessar o primeiro andar. Eles quebraram uma janela não blindada, entraram no prédio e arrombaram duas vitrines de alta segurança. A ação durou cerca de sete minutos, e os criminosos fugiram de moto. O ministro do Interior francês, Laurent Nuñez, afirmou que as joias roubadas têm “valor inestimável” e representam um “verdadeiro patrimônio”. “Eles claramente fizeram um reconhecimento prévio. Parecem muito experientes”, disse Nuñez.
Ao todo, foram levadas oito peças da Galeria de Apolo, que abriga a coleção real de pedras preciosas e diamantes da coroa francesa. Uma nona joia, a coroa da imperatriz Eugênia, esposa de Napoleão III, foi retirada, mas encontrada danificada na rua, segundo a ministra da Cultura, Rachida Dati. A peça é composta por 1.354 diamantes e 56 esmeraldas.
Duas pessoas foram presas por envolvimento no roubo em 25 de outubro, e mais cinco suspeitos foram detidos quase uma semana depois. O caso reacendeu o debate sobre os desafios enfrentados pelo Louvre, que lida com um número crescente de visitantes e equipes reduzidas.
O Louvre tem um histórico de furtos e tentativas de roubo. O mais famoso foi em 1911, quando a Mona Lisa desapareceu, roubada por Vincenzo Peruggia, um ex-funcionário que a escondeu debaixo do casaco. A obra foi recuperada dois anos depois, em Florença – episódio que ajudou a transformar o retrato de Leonardo da Vinci na obra de arte mais conhecida do mundo. Em 1983, duas peças de armadura renascentista foram roubadas e recuperadas quase quatro décadas depois. A coleção do museu também carrega o legado de saques da era napoleônica, que geram debates sobre restituição.
Com informações do G1










