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13 de março de 2026

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Idosa de RO vive com dores intensas há quase um ano

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Rondoniense de 73 anos enfrenta a ‘pior dor do mundo’, a neuralgia do trigêmeo, que a impede de viver normalmente há quase um ano

Denice Antunes, de 73 anos, residente em Ministro Andreazza (RO), convive há cerca de um ano com a neuralgia do trigêmeo, uma condição caracterizada por dores faciais intensas, frequentemente descritas como “a pior dor do mundo”. A condição afeta o nervo responsável pela sensibilidade da face, provocando crises comparadas a choques elétricos.

“Uma dor insuportável que não passa. Eu deixei de viver. Com esse problema tenho dificuldade até de conversar”, relatou a idosa. A nora de Denice, Sandra, conta que os primeiros sinais surgiram com pequenas bolhas e uma ardência intensa, como “brasa de fogo”. As lesões se espalharam pelo rosto e dentro da boca.

Após diagnóstico inicial de herpes-zóster, com feridas que cicatrizaram com o tempo, a dor persistiu e se intensificou. Há cerca de seis meses, as crises se tornaram mais frequentes, com episódios de “choques” no rosto que ocorriam até três vezes durante a madrugada. “Ela dizia que eram choques na cabeça. A gente não entendia o que estava acontecendo”, relata Sandra.

A família buscou uma especialista e uma ressonância magnética confirmou a neuralgia do trigêmeo. Devido à idade de Denice, a cirurgia foi considerada uma alternativa menos viável. Antes ativa e participante de atividades para a terceira idade, ela agora enfrenta limitações até em tarefas simples. “Ela nos pede para levar ela ao médico o tempo todo. Diz que não aguenta mais”, conta a nora.

A paciente foi submetida a tratamentos conservadores e, posteriormente, a um procedimento minimamente invasivo chamado radiofrequência, que visa reduzir a transmissão do estímulo doloroso. Infelizmente, o resultado não foi o esperado. “O doutor deixou bem claro para nós que poderia dar certo ou não. De fato, não deu. Agora, não há mais o que fazer, apenas orar e ter fé. Estamos muito abalados emocionalmente e tristes”, declarou Sandra.

Segundo o neurocirurgião Edilton Oliveira dos Santos, a neuralgia do trigêmeo é incapacitante e pode ser desencadeada por atividades cotidianas, como falar, comer ou dormir em ambientes frios. Ele alerta que a dor é frequentemente confundida com problemas dentários, levando a procedimentos desnecessários. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar anos de sofrimento.

“É uma dor insuportável que não passa. Não mudou nada, ela continua. Nas horas de crise, fico deitada tentando amenizar, porque não consigo fazer nada de tanta dor. Eu deixei de viver com esse problema. Tenho dificuldade até para conversar”, lamenta Denice.

Com informações do G1

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