IBGE divulga informações sobre orientação sexual pela primeira vez; RO tem o menor índice de heterossexuais do país

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IBGE divulga informações sobre orientação sexual pela primeira vez; RO tem o menor índice de heterossexuais do país

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga nesta quarta-feira (25) estatísticas relativas à orientação sexual da população brasileira. A pergunta foi feita durante a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada em 2019, e a resposta foi autodeclaratória. A estimativa é divulgada em caráter experimental e tem intervalo de confiança de 95%.

De acordo com a PNS, em todo o Brasil, quase três milhões dos 159 milhões de brasileiros com mais de 18 anos declararam serem homossexuais ou bissexuais, o que correspondeu a 1,8%, e cinco milhões (3,4%) de pessoas recusaram a responder à pergunta ou disseram que não sabiam. O percentual de pessoas que informaram serem homossexuais ou bissexuais variou de 0,6% em Tocantins e 2,9% no Distrito Federal.

Em Rondônia, eram 1,2 milhão de habitantes maiores de idade, sendo que 24 mil (1,9%) declararam serem homossexuais ou bissexuais e 81 mil (6,4%) recusaram a responder ou falaram que não sabiam. O índice de 91,6% de pessoas que declararam serem heterossexuais foi o menor do país.

“O número de pessoas que não quiseram responder pode estar relacionado ao receio do entrevistado de se autoidentificar como homossexual ou bissexual e informar para outra pessoa sua orientação sexual”, analisa a coordenadora da pesquisa, Maria Lucia Vieira.

Já em Porto Velho, 95,1% dos 374 mil habitantes com mais de 18 anos responderam serem heterossexuais; 2,1% (oito mil pessoas) informaram serem homossexuais ou bissexuais e 2,8% (11 mil pessoas) não quiseram responder ou falaram que não sabiam.

IBGE estuda metodologia para coletar identidade de gênero – A PNS não coletou dados sobre identidade de gênero, mas o IBGE estuda metodologia para incluir esse tema em suas pesquisas, 

Abordagem

“A coleta dessa característica da população nas pesquisas domiciliares requer uma abordagem diferenciada e estudos complementares por parte do Instituto”, disse a coordenadora da pesquisa.