Família acusa negligência médica após morte de homem em Cerejeiras (RO) após colonoscopia. Polícia investiga o caso
A Polícia Civil de Rondônia confirmou a investigação da morte de Thyago da Silva Severino, de 34 anos, ocorrida no último sábado (28) em Cerejeiras. A família relata que Thyago sofreu uma perfuração no intestino durante uma colonoscopia e não resistiu às complicações.
Thyago convivia com síndrome nefrótica, uma condição que demandava acompanhamento médico regular, e também havia sido diagnosticado com sarcoma de Kaposi, um tipo de tumor originado em tecidos como vasos sanguíneos e linfáticos, conforme informações do Instituto Nacional do Câncer. A família ressalta que o quadro de saúde de Thyago estava sob controle e não impactava significativamente seu bem-estar.
De acordo com relatos da família, a perfuração intestinal ocorreu durante o exame realizado na sexta-feira (27). O médico responsável, que acompanhava Thyago há aproximadamente oito anos, interrompeu o procedimento ao constatar que o órgão apresentava “um pouco comprometido”.
Após o ocorrido, Thyago foi inicialmente encaminhado para o Hospital São Lucas, em Cerejeiras, e posteriormente transferido para o Hospital Regional de Vilhena, onde passou por uma cirurgia e foi admitido na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Apesar dos esforços médicos, ele faleceu na manhã seguinte.
A família registrou uma denúncia formal na Polícia Civil, solicitando uma apuração completa das circunstâncias da perfuração e dos procedimentos adotados durante o atendimento. As autoridades seguem investigando o caso e prometem divulgar mais detalhes assim que possível.
“A gente não tem nenhuma intenção de vingança. Queremos esclarecimento. Se ficar comprovado que foi algo inevitável, vamos ficar em paz. Mas, se houver culpa do médico por negligência, imprudência ou imperícia, também queremos que haja responsabilização”, declarou o irmão da vítima.
A equipe de reportagem buscou contato com o médico responsável pelo exame e com a clínica onde o procedimento foi realizado, mas não obteve resposta até o momento da publicação desta matéria.
Com informações do G1










