Crise energética: agência internacional sugere medidas simples, como trabalhar em casa e evitar viagens aéreas, para conter a alta dos preços
A Agência Internacional de Energia (IEA) recomendou uma série de medidas para aliviar o impacto da alta dos preços da energia nos consumidores, em um cenário global de tensões geopolíticas. Entre as sugestões estão o incentivo ao trabalho remoto e a redução de viagens aéreas.
A recomendação da IEA surge em um momento de preocupação com a inflação mundial, intensificada pela guerra no Oriente Médio e seus reflexos no mercado de petróleo e gás natural. Os preços desses combustíveis dispararam na última quinta-feira (19), acendendo o alerta em diversos países.
As propostas da agência visam ações que possam ser adotadas por governos, empresas e famílias para mitigar os efeitos da alta nos preços. Além do trabalho remoto, a IEA sugere a redução dos limites de velocidade nas rodovias em pelo menos 10 km/h e a substituição de viagens de avião por outros meios de transporte, sempre que possível.
“Recentemente, lançamos a maior liberação já realizada de estoques emergenciais de petróleo da IEA — e estou em contato próximo com governos ao redor do mundo, incluindo grandes produtores e consumidores de energia, como parte da nossa diplomacia energética internacional”, afirmou o diretor-executivo da IEA, Fatih Birol, em comunicado. “Além disso, o relatório de hoje apresenta um conjunto de medidas imediatas e concretas que podem ser adotadas pelo lado da demanda por governos, empresas e famílias para proteger os consumidores dos impactos desta crise”, acrescentou.
Em 11 de março, a IEA já havia anunciado a liberação de um volume recorde de 400 milhões de barris de petróleo de estoques estratégicos, numa tentativa de conter a disparada dos preços globais. Os Estados Unidos foram os principais responsáveis pelo fornecimento adicional.
A agência busca coordenar esforços globais para estabilizar o mercado energético e proteger os consumidores, em um contexto de incertezas geopolíticas e volatilidade nos preços dos combustíveis.
Com informações do G1










