Israel confirma que o Hamas devolveu os restos mortais do último refém sob seu poder, encerrando um capítulo doloroso
Israel anunciou nesta quinta-feira que o Hamas devolveu os restos mortais do último refém israelense sob poder do grupo, identificados como o corpo de Yoram Metzger, sequestrado em 7 de outubro durante o ataque surpresa do Hamas a Israel.
A informação foi confirmada pelas autoridades israelenses e pelo porta-voz do Hamas, que não detalhou as circunstâncias da devolução. A operação de repatriação foi realizada com a mediação de Egito e Catar, países que têm desempenhado um papel crucial nas negociações entre Israel e o Hamas.
Yoram Metzger, 80 anos, foi sequestrado do kibutz Nir Oz, próximo à fronteira com a Faixa de Gaza, durante o ataque do Hamas. Sua família havia mantido a esperança de que ele estivesse vivo, mas a confirmação de sua morte representa um duro golpe para seus entes queridos e para a sociedade israelense.
Com a devolução dos restos mortais de Metzger, todos os reféns sequestrados em 7 de outubro foram oficialmente contabilizados, seja através de libertação em acordos de cessar-fogo ou pela confirmação de suas mortes. No entanto, ainda há cerca de 128 soldados israelenses desaparecidos em Gaza, cuja situação permanece desconhecida.
O anúncio ocorre em um momento de intensas negociações para um novo acordo de cessar-fogo e libertação de reféns. As negociações, mediadas por Egito, Catar e Estados Unidos, enfrentam obstáculos significativos devido às divergências entre Israel e o Hamas sobre as condições para um acordo duradouro.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, lamentou a morte de Metzger e reiterou o compromisso de Israel em trazer de volta todos os reféns e soldados desaparecidos. “Não descansaremos até que todos eles estejam em casa”, afirmou. A comunidade internacional tem pressionado por um acordo que garanta a libertação de todos os reféns e um cessar-fogo permanente na Faixa de Gaza.
A situação humanitária em Gaza continua crítica, com a maioria da população deslocada e enfrentando escassez de alimentos, água e medicamentos. Organizações internacionais alertam para o risco de uma crise humanitária ainda maior se um acordo de cessar-fogo não for alcançado em breve.
Com informações do G1










