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04 de março de 2026

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Hamas aceita libertar reféns em resposta a plano de Trump

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O grupo terrorista Hamas informou nesta sexta-feira (3) que concorda em libertar todos os reféns israelenses, vivos ou mortos, sob os termos da proposta de cessar-fogo apresentada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O anúncio ocorre horas após Trump dar um ultimato ao Hamas, declarando que o grupo teria até domingo (5) para aceitar a proposta, sob pena de enfrentar um “inferno total”.

Negociações e condições

Em comunicado, o Hamas manifestou disposição para iniciar imediatamente negociações sobre os detalhes do acordo. No entanto, o grupo não confirmou a aceitação integral do plano da Casa Branca. A proposta americana prevê que o Hamas não participe de um novo governo na Faixa de Gaza, oferecendo anistia a todos os seus membros em troca da entrega de armas e da aceitação de uma convivência pacífica com Israel.

O Hamas declarou que aceita entregar o governo da Faixa de Gaza a um órgão independente composto por tecnocratas palestinos, com base em um consenso nacional e no apoio de países árabes e islâmicos. O grupo enfatizou que a discussão sobre o futuro de Gaza e os direitos do povo palestino está vinculada a uma posição nacional unificada, fundamentada nas leis e resoluções internacionais.

O Hamas também expressou apreço pelos esforços de países árabes, islâmicos e do presidente Trump para alcançar o fim da guerra em Gaza.

Reação de Trump e de Israel

Donald Trump usou as redes sociais para comentar as declarações do Hamas, afirmando acreditar que o grupo está pronto para a paz e pedindo que Israel interrompa imediatamente os bombardeios em Gaza. “Já estamos em discussões sobre os detalhes a serem definidos. Isso não se trata apenas de Gaza, trata-se de uma paz há muito buscada no Oriente Médio”, publicou.

A proposta da Casa Branca, com 20 pontos, visa encerrar a guerra em Gaza, estabelecendo o território como uma zona livre de grupos armados. O plano prevê a libertação de mais de 40 reféns sequestrados em 7 de outubro de 2023, em troca da libertação de quase 2 mil prisioneiros palestinos. A distribuição de ajuda humanitária na Faixa de Gaza seria realizada pela ONU e pelo Crescente Vermelho.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou concordar com o plano, mas advertiu que avançará com a ofensiva em Gaza caso o acordo não seja concretizado. Netanyahu também reiterou sua oposição à criação de um Estado palestino.

A proposta americana tem recebido apoio internacional, incluindo da Autoridade Palestina, de países europeus e do Brasil.

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