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12 de março de 2026

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Guerra no Oriente Médio eleva preço do diesel em 7%, aponta pesquisa

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Alta do petróleo impulsionada pela guerra no Oriente Médio reflete nos preços do diesel, com aumento de até 13% em algumas regiões

Os preços do óleo diesel registraram um aumento significativo nos primeiros dias de março, subindo mais de 7%, de acordo com levantamento da Edenred Mobilidade, que analisou dados de 21 mil postos de combustível em todo o país. O aumento é atribuído à escalada do conflito no Oriente Médio e seus impactos no mercado internacional de petróleo.

O Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL) comparou a primeira semana de março com os últimos sete dias de fevereiro, revelando um avanço de 7,72% no preço médio do diesel S-10, passando de R$ 6,22 para R$ 6,70 por litro. O diesel comum também teve alta, de 6,10%, com o preço subindo de R$ 6,44 para R$ 6,52 por litro.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) também monitora os preços do diesel. Os dados mais recentes da ANP, divulgados em 6 de março, indicaram um aumento menor, de 0,98% no diesel S-10 (para R$ 6,15) e de 0,83% no diesel comum (para R$ 6,08) na mesma comparação.

Vinicios Fernandes, diretor de frete da Edenred Mobilidade, explica que a alta dos combustíveis acompanha o aumento do petróleo no mercado internacional. “Quando há uma alta mais forte no preço do petróleo, é comum que os primeiros efeitos apareçam no diesel. Como ele é o principal combustível do transporte rodoviário de cargas, qualquer aumento de custo tende a se refletir rapidamente nesse mercado”, afirma Fernandes. Ele também ressalta a preocupação com o impacto indireto na inflação.

O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, e o potencial fechamento do Estreito de Ormuz – rota crucial para o comércio global de petróleo – impulsionaram os preços do petróleo nas últimas semanas. Embora o barril tenha recuado de perto de US$ 120 para a casa dos US$ 90, a instabilidade persiste. Alguns postos já relatam dificuldades no reabastecimento, o que pode indicar uma oferta mais restrita caso as limitações logísticas se prolonguem. Fernandes alerta: “Alguns postos já relatam dificuldade para repor combustível em determinados tanques ou bombas, o que pode indicar oferta mais restrita caso as limitações logísticas provocadas pelo conflito se prolonguem”.

A situação está sob investigação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), após denúncias de sindicatos sobre aumentos ou previsões de alta nos preços da gasolina e do diesel, mesmo sem mudanças nos valores da Petrobras. A liberação de 400 milhões de barris de petróleo de reservas de emergência por mais de 30 países da Agência Internacional de Energia (AIE) pode ajudar a conter os preços. O Nordeste foi a região que registrou o maior aumento, com alta de 13,17% no diesel S-10 e 8,79% no diesel comum, atingindo um preço médio de R$ 7,22 por litro.

O levantamento também apontou que o maior preço médio do diesel comum foi registrado em Roraima (R$ 7,84/litro) e o menor em Pernambuco (R$ 6,23/litro). No diesel S-10, Rondônia teve o maior preço (R$ 7,90/litro) e a Paraíba, o menor (R$ 6,26/litro).

Com informações do G1

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