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16 de março de 2026

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Guerra no Irã e petróleo em alta levam mercado a prever juros menores

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Tensões no Oriente Médio e alta do petróleo freiam expectativa de corte de juros pelo Banco Central nesta semana

Os economistas do mercado financeiro agora preveem um corte menor na taxa básica de juros (Selic) na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que ocorrerá nesta semana. A mudança de expectativa é resultado do boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (16) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.

A Selic atualmente está em 15% ao ano, o maior patamar em quase 20 anos. Até a semana passada, a expectativa era de uma redução de 0,5 ponto percentual, levando a taxa para 14,5% ao ano. No entanto, com o agravamento da guerra no Irã, o mercado ajustou a projeção para um corte mais conservador de 0,25 ponto percentual, o que colocaria a Selic em 14,75% ao ano.

A decisão do Copom será anunciada na próxima quarta-feira (18). A principal justificativa para a cautela é o impacto da guerra no Oriente Médio sobre o preço do petróleo. A commodity opera nesta segunda-feira acima de US$ 100, o que pode pressionar a inflação brasileira, especialmente através do aumento dos combustíveis.

As projeções para a Selic no longo prazo também foram revisadas para cima. Para o fim de 2026, a expectativa subiu de 12,13% para 12,25% ao ano. Para o fechamento de 2027, a projeção se manteve em 10,50% ao ano, e para o fim de 2028, em 10% ao ano. A inflação projetada para 2026 também aumentou, passando de 3,91% para 4,10%, embora ainda abaixo do resultado de 2023 (4,26%). As projeções para 2027 (3,80%), 2028 (3,50%) e 2029 (3,50%) permaneceram inalteradas.

O mercado também ajustou as estimativas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). A projeção para 2026 subiu de 1,82% para 1,83%, enquanto a de 2027 se manteve em 1,8%. A taxa de câmbio também teve suas estimativas reduzidas, passando de R$ 5,41 para R$ 5,40 para o fim deste ano, e de R$ 5,50 para R$ 5,47 para o fim de 2027. “Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento”, explica o boletim Focus.

O boletim Focus ressalta que, desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, com uma margem de tolerância entre 1,50% e 4,50%. O PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país, é um indicador chave do desempenho da economia.

Com informações do G1

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