Conflito eleva preços de combustíveis, fertilizantes e pode frear o crescimento do PIB em Rondônia e Amazonas.
A escalada da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã já adiciona incertezas à economia global e, consequentemente, ao bolso dos amazonenses e rondonienses. Os preços dos combustíveis, impulsionados pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio, subiram mais de 10% na última semana, impactando a inflação e mantendo os juros altos.
Juros elevados reduzem o acesso ao crédito, afetando o consumo das famílias, a renda e o emprego na região. A instabilidade do mercado petrolífero, com alta acumulada de 40% a 50% desde o início dos conflitos, também afeta as exportações do agronegócio, setor crucial para o crescimento do PIB.
O agronegócio amazonense e rondoniense pode sofrer perdas devido à disparada nos preços dos fertilizantes, aumento dos custos de produção e logística. O Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes utilizados, e aproximadamente 41% das importações passam pelo Estreito de Ormuz.
Armadores já aplicam taxas adicionais de guerra de até US$ 4 mil por contêiner, e frigoríficos enfrentam dificuldades de embarque, podendo reduzir temporariamente a produção destinada ao mercado halal (mundo árabe). A Selic, embora tenha sido reduzida, ainda é alta, impactando o crescimento econômico projetado para 2026, que deve ser de apenas 1,8%, segundo projeções.
Com 76,6% das famílias brasileiras endividadas, o cenário econômico não é alvissareiro. A Zona Franca de Manaus (ZFM) demanda ações preventivas do governo para minimizar os danos à economia decorrentes da crise no Oriente Médio.
Com informações do Portal Amazônia.










