Trump reacende tensão com Groenlândia e ilha se prepara para invasão. Presidente posta montagem com bandeira dos EUA
O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, pediu à população da ilha que comece a se preparar para uma possível invasão militar. A medida foi tomada após declarações e ações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que demonstram interesse em assumir o controle do território.
Em uma entrevista coletiva nesta terça-feira (20), Nielsen afirmou que as autoridades locais também estão se preparando para uma eventual incursão militar dos Estados Unidos. “O líder do outro lado (Donald Trump) deixou bem claro que essa possibilidade não está descartada. Portanto, devemos estar preparados para tudo”, disse Nielsen.
Segundo a agência de notícias Bloomberg, o governo groenlandês ordenou a criação de uma força tarefa para orientar a população sobre como se preparar para uma invasão, incluindo o estoque de alimentos. Além disso, panfletos com guias de segurança estão sendo preparados para distribuição. Nielsen enfatizou que a Groenlândia faz parte da aliança ocidental da Otan e que uma escalada do conflito teria consequências globais: “Mas precisamos enfatizar que a Groenlândia faz parte da aliança ocidental, a Otan, e se houver uma escalada ainda maior, isso também terá consequências para todo o mundo exterior”.
Nesta terça-feira, Trump reforçou seu desejo de controlar a Groenlândia, descartando a possibilidade de desistir do objetivo e até mesmo sugerindo que poderia tomar a ilha pela força. A postura do presidente americano gerou preocupação internacional.
A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, comentou a investida de Trump, afirmando que “o pior ainda está por vir”. A ambição de Trump de tomar a soberania sobre a Groenlândia, atualmente sob o controle da Dinamarca, membro da Otan, ameaça desestabilizar a aliança que tem sido fundamental para a segurança ocidental por décadas.
A situação permanece em desenvolvimento e a reportagem está sendo atualizada constantemente.
Com informações do G1










